Mas afinal, você sabe como funciona esses contratos de divulgação?
A equipe do Super Finanças entrou em contato com uma influenciadora, que não deseja ter sua identidade exposta, que mostrou ter recebido 12 contatos para divulgação de casas de apostas e ao questionarmos sobre as cláusulas contratuais, a criadora revelou: “A proposta da empresa é que eu divulgue o jogo e além do valor fixo, que eu receba um percentural de 50% de todo valor que os usuários perderem na plataforma”.
Ou seja, a estratégia conhecida como “pirâmide” consiste em um ganhar mais, enquanto o outro perde. A influenciadora que atualmente tem pouco mais de 12 mil seguidores, refletiu sobre o assunto e expressou certa preocupação ao nos contar que já recebeu proposta de R$ 16 mil, com acréscimo de variações. “Se eu que tenho relativamente pouco seguidores já tive essa proposta, imagina quanto recebem os criadores que possuem mais de 1 milhão”, questiona.
Por fim, revela que espera que em algum momento, as pessoas tenham consciência do mal que podem fazer com a população ao divulgar esses jogos, pois por influência de muitos criadores, grande parte da população se envolveu com jogos de azar, como é o exemplo de Patricia, uma cozinheira de 43 anos, que começou a jogar a ‘foguetinho’ para ‘passar o tempo’ e em dois meses, gastou R$ 80 mil reais.
Conversamos também com a jornalista Andressa Besseler, que revelou ter bloqueado mais de 120 perfis fakes no instagram, entre eles, usuários de casa de apostas, perfis de pornografia e falsos departamentos de RH.
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“Estou sendo bombardeada por esses perfis. Sou contra jogatinas, mas eles tem me encontrado pelo instagram, tudo espontâneo. Estão em busca de presas fáceis nas redes sociais”, reflete Andress. “Tem milhares de seguidores sendo bombardeados por eles. Gostaria de entender como as redes sociais são lugares “tão seguros” com esses procedimentos”, questiona.


