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Nvidia despenca com impacto da DeepSeek e perde US$ 589 bi

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DeepSeek e o rápido impacto no mercado de tecnologia

O lançamento da DeepSeek, um assistente gratuito de Inteligência Artificial, causou alvoroço no setor tecnológico global. A startup chinesa afirma que sua tecnologia utiliza chips de baixo custo e exige menos dados para treinamento, algo que pode reduzir drasticamente as barreiras de entrada no mercado de IA.

Essa mudança pode ameaçar gigantes do setor, como a OpenAI, criadora do ChatGPT, cujas operações dependem de datacenters robustos e caros para treinar modelos em grande escala. Enquanto esses modelos tradicionais demandam alto poder computacional e hardware de ponta, a DeepSeek inova com uma abordagem que consome menos recursos e ainda oferece código-fonte aberto, permitindo que usuários implementem suas próprias versões localmente e a custos reduzidos.

Com isso, os modelos centralizados que dependem de grandes infraestruturas tornam-se menos atrativos, enquanto soluções mais acessíveis, como a DeepSeek, ganham espaço.

O DeepSeek, um chatbot desenvolvido por uma startup chinesa, chegou para mudar o jogo no mercado de Inteligência Artificial. A ferramenta se destaca por ser mais acessível e eficiente em termos de custo. De acordo com a empresa, o modelo precisa de menos dados para funcionar e custa muito menos do que as soluções oferecidas por grandes empresas, como a OpenAI. O lançamento foi um sucesso, e o DeepSeek já superou o ChatGPT em número de downloads na App Store, mostrando que os usuários estão aderindo à novidade.

Jon Withaar, gerente da Pictet Asset Management, uma das principais gestoras de investimentos globais especializada em soluções de gestão de patrimônio e fundos, disse à Reuters que, embora ainda faltem mais detalhes sobre o projeto, a ideia de reduzir custos de US$ 100 milhões (R$ 590 milhões) para apenas US$ 6 milhões (R$ 35 milhões) é extremamente promissora para a produtividade e para os usuários de IA. Se isso for confirmado, o impacto no setor pode ser enorme.

A startup, localizada em Hangzhou, explicou mais sobre o DeepSeek em um artigo publicado em dezembro de 2024. O estudo mostrou que o modelo DeepSeek-V3 foi treinado usando chips H800 da Nvidia, com um custo inferior a US$ 6 milhões (R$ 35,4 milhões).

O empresário Marc Andreessen, do Vale do Silício, comparou o lançamento do DeepSeek a um “momento Sputnik”, uma referência ao impacto que o lançamento do primeiro satélite soviético teve na corrida espacial. “O DeepSeek R1 é uma das descobertas mais incríveis que já vi – e, como código aberto, é um presente para o mundo”, escreveu Andreessen em uma postagem no X (antigo Twitter).

Uma das principais inovações do DeepSeek é seu baixo consumo de recursos computacionais. Isso permite que ele funcione em dispositivos menores, como smartphones, ou até mesmo em servidores locais.

A empresa usou técnicas como a quantização para reduzir o tamanho do modelo sem perder a precisão. Além disso, ela optou por uma forma mais eficiente de usar os dados para treinamento, o que diminui custos e acelera o processo.

Outra grande vantagem é que o DeepSeek pode ser executado diretamente no dispositivo do usuário, sem depender de servidores externos. Isso garante mais privacidade e segurança, algo que tem sido uma preocupação crescente em soluções tradicionais de IA. Com tudo isso, o DeepSeek se posiciona como uma alternativa poderosa e acessível, que pode mudar o futuro da inteligência artificial.

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Sobre o autor Thaline Silva

Natural de Belém do Pará, formada em Geografia pela UFPA, graduanda em Jornalismo pela Estácio e roteirista com pós-graduação em Cinema

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