A Meta, empresa controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, anunciou uma nova rodada de demissões nesta segunda-feira, 10 de fevereiro, resultando na dispensa de cerca de 4 mil funcionários. A medida faz parte de um realinhamento estratégico voltado para a inteligência artificial (IA), conforme enfatizou o CEO Mark Zuckerberg, que havia alertado que 2025 seria um “ano intenso” para a companhia.

A Meta anunciou demissões por e-mail para funcionários em vários escritórios pelo mundo, mas ainda não está claro se o Brasil será afetado. Segundo um comunicado interno, os cortes foram baseados no desempenho dos funcionários, e os acessos dos demitidos foram bloqueados em até uma hora após o aviso.
Na União Europeia, algumas demissões podem ser evitadas por conta das leis trabalhistas locais. A Diretiva 98/59/CE exige que as empresas que planejem demissões em massa consultem representantes dos trabalhadores antes, e busquem alternativas como realocação ou aposentadoria antecipada. Além disso, as autoridades devem ser notificadas para avaliar o impacto e possíveis soluções, e há prazos mínimos de aviso prévio, que variam de acordo com o país e o número de funcionários afetados.
Apesar dos cortes, a Meta pretende contratar novos especialistas em inteligência artificial (IA) e aprendizado de máquina. Num comunicado interno, a empresa destacou a importância de desenvolvimento de tecnologias inovadoras, como IA, realidade aumentada e novas redes sociais.
As missões vêm após a empresa extinguir equipes de verificação de conteúdo no Facebook, sob o argumento de priorizar a liberdade de expressão. No entanto, a decisão gerou preocupações sobre um possível aumento na desinformação e no discurso de ódio na plataforma.
Numa reunião com funcionários, cujo conteúdo vazou para a imprensa, Mark Zuckerberg afirmou que 2025 será um ano de grandes mudanças e desafios. Ele também alertou que os responsáveis pelo vazamento poderiam ser demitidos.
Desde 2022, a Meta vem simplificando sua equipe para aumentar a eficiência. Agora, a empresa segue investindo pesado em infraestrutura de IA para competir com empresas como OpenAI e DeepMind na corrida pela inovação tecnológica.


