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Carro voador de R$ 5,6 milhões está previsto para 2026

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A possibilidade de carros voadores se tornarem parte do trânsito cotidiano ganhou um novo impulso com o avanço do AirCar, protótipo desenvolvido pela empresa eslovaca Klein Vision. Fundada pelo engenheiro Stefan Klein, a empresa trabalha há mais de uma década para unir tecnologias automotivas e aeronáuticas em um veículo híbrido capaz de circular por ruas e, com o acionamento de suas asas, alçar voo.

O projeto, que recebeu menos de 2 milhões de euros em investimentos — cerca de R$ 12,6 milhões —, já passou por testes que confirmam sua viabilidade técnica. A expectativa da Klein Vision é iniciar as vendas do AirCar em 2026, com preço estimado em R$ 5,6 milhões, direcionado principalmente ao mercado de alto poder aquisitivo.

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Em 2021, o modelo fez seu primeiro voo bem-sucedido e, em 2022, foi certificado pela Agência Europeia após mais de 70 horas de testes com cerca de 200 decolagens e pousos  |Foto: Divugação/Klein Vision

Com cerca de 1.000 kg, o AirCar é impulsionado por um motor BMW 1.6 litros, adaptado de um modelo automotivo convencional, em conjunto com um sistema elétrico de 15 kW. O resultado é um carro híbrido com autonomia de até 1.000 quilômetros e capacidade de atingir 250 km/h no ar e 200 km/h em estrada. A altitude máxima que pode alcançar é de 2.500 metros, proporcionando uma experiência de voo compatível com pequenas aeronaves particulares.

O design do veículo também é um diferencial: suas asas, leves e dobráveis, podem ser recolhidas ou abertas em pouco mais de dois minutos, transformando o veículo de carro em avião em questão de instantes. Com capacidade para duas pessoas e carga máxima combinada de 200 kg, o modelo foi pensado para deslocamentos pessoais e viagens curtas entre cidades.

Uso urbano ainda é limitado

Apesar do avanço, o AirCar exige pistas para decolagem e pouso, o que limita seu uso em áreas urbanas densas. Essa característica o aproxima da aviação privada tradicional e o torna mais viável em regiões com infraestrutura aeroportuária consolidada. Diferente de modelos VTOL (vertical take-off and landing), como táxis aéreos e drones, que podem operar em espaços reduzidos, o AirCar não atende integralmente às necessidades de mobilidade em grandes centros urbanos.

Ainda assim, o modelo já conquistou marcos importantes. Em julho de 2021, realizou seu primeiro voo bem-sucedido e, em 2022, obteve a certificação da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA), após mais de 70 horas de testes de voo, que incluíram cerca de 200 decolagens e pousos. O processo de certificação exigiu conformidade com normas rígidas, reforçando a credibilidade do projeto.

O carro voador AirCar, com asas retráteis e motor híbrido, será lançado em 2026 por R$ 5,6 milhões. Veja os detalhes e como ele vai funcionar. Em entrevista ao jornal argentino La Nación, ele afirmou que atender apenas 5% dessa demanda já representaria um mercado relevante para a companhia.

Mesmo com essas perspectivas, a popularização dos carros voadores ainda enfrenta uma série de desafios. Além das limitações técnicas, há entraves regulatórios e logísticos a serem superados. A necessidade de pistas, o alto custo dos modelos e a adaptação das legislações de trânsito e aviação são barreiras que ainda mantêm o transporte aéreo pessoal como uma realidade restrita a nichos específicos.

Em paralelo ao AirCar, diversas iniciativas ao redor do mundo apostam em veículos com decolagem vertical para atender a uma mobilidade mais ágil e adaptada às cidades. Esses modelos, geralmente elétricos, ganham espaço como alternativa para solucionar problemas de congestionamento urbano e reduzir a emissão de poluentes.

O AirCar, no entanto, se destaca como uma realização concreta no campo da mobilidade aérea híbrida. Embora ainda distante de uma adoção em massa, representa um passo significativo rumo à integração do espaço aéreo ao cotidiano, consolidando uma tendência que pode transformar o transporte pessoal nas próximas décadas.

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Sobre o autor Thaline Silva

Natural de Belém do Pará, formada em Geografia pela UFPA, graduanda em Jornalismo pela Estácio e roteirista com pós-graduação em Cinema

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