Em 2007, Steve Jobs apresentou ao mundo o primeiro iPhone. O aparelho revolucionou a indústria de telefonia móvel ao unir telefone, navegador de internet e iPod em um único dispositivo com tela sensível ao toque.
À época, a proposta era simples: criar um celular que pudesse ser usado com uma única mão, apostando em um design funcional e minimalista. Desde então, o iPhone passou por transformações profundas, não apenas em aparência, mas também em funcionalidades e posicionamento de mercado.
Após a morte de Steve Jobs em 2011, a Apple seguiu uma trajetória que uniu inovação tecnológica e reformulação visual. O iPhone deixou de ser apenas um ícone de design para se tornar um laboratório de tendências, refletindo a competição acirrada com marcas como Samsung e Huawei. O aparelho, que começou com uma câmera traseira simples, hoje pode ter até quatro lentes, versões em vidro ou plástico, cores vibrantes como azul, roxo e amarelo, além de processadores e sensores cada vez mais potentes.
Agora, em 2025, a Apple se prepara para um novo salto. A empresa planeja lançar um dispositivo ultrafino ainda neste ano, marcando o outono do hemisfério norte como momento de estreia. Para 2026, o foco está em um modelo dobrável, algo que seus concorrentes já exploraram, mas que representa uma novidade significativa dentro do ecossistema da Apple. Já em 2027, a companhia pode revelar um iPhone com tela totalmente sem bordas — um avanço que exigirá sensores embutidos e tecnologia de ponta em integração de display.
Uma nova estratégia de lançamentos e os desafios do design dobrável
A linha iPhone 17, prevista para os próximos anos, deve refletir esse novo posicionamento da marca. O modelo 17 Pro Max, que representará o topo da linha, será responsável por cerca de 40% da produção total em 2026. Já os modelos 17 Pro e 17 padrão dividirão os 60% restantes, com 25% da produção cada. Essa divisão mostra que a Apple pretende concentrar esforços nas versões mais potentes, consolidando a tendência premium do iPhone.
Uma das mudanças mais importantes está na reestruturação do cronograma de lançamentos. Segundo o site The Information, a Apple estuda separar os lançamentos dos modelos premium e acessíveis. Os iPhones mais avançados seriam apresentados no outono de 2026, enquanto as versões mais básicas só chegariam ao mercado na primavera de 2027. Isso marca uma ruptura com o ciclo tradicional da empresa, que costuma revelar todos os seus modelos em um único evento anual.
Essa estratégia visa equilibrar margens de lucro com os altos custos das novas tecnologias, como as telas dobráveis e os displays edge-to-edge — que são telas que se estendem de uma borda à outra do aparelho, eliminando quase completamente as molduras e oferecendo uma experiência visual mais imersiva. As mudanças no design dos próximos iPhones representam um desafio tanto para a produção quanto para a logística. A engenharia necessária para viabilizar uma tela dobrável de 8 polegadas, por exemplo, exige materiais duráveis e componentes internos exclusivos, algo que pode elevar consideravelmente os custos.
Os rumores sobre um iPhone dobrável não são recentes. Em 2020, a Apple chegou a registrar uma patente que descrevia um aparelho com parte da tela visível mesmo quando dobrado. O sistema permitiria que o usuário visse notificações, e-mails, alarmes, status da bateria e outros dados mesmo com o dispositivo fechado. Isso indica que a Apple tem trabalhado na ideia há anos, refinando o conceito até que esteja pronto para ser lançado.
Já o modelo com tela de ponta a ponta, previsto para 2027, é um dos mais ambiciosos. Ele deve eliminar por completo as bordas e recortes para câmera, o que exige avanços em sensores embutidos sob o display. A tecnologia continua em desenvolvimento, mas representa o desejo da Apple de manter-se à frente no design de smartphones.
Assim, a evolução do iPhone reflete tanto a herança de inovação deixada por Steve Jobs quanto os desafios do mercado atual. De um celular simples e intuitivo, o iPhone se transforma, ano após ano, em uma vitrine de tecnologia e desejo de consumo global. A próxima década promete mudanças ainda mais radicais.
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