Relação Brasil x China se desenvolve
A chegada de novas empresas ao mercado brasileiro aumenta a concorrência entre as fabricantes, fazendo com que as empresas se esforcem para oferecer produtos melhores, com mais inovação, qualidade e um bom atendimento ao cliente. Com isso, os preços podem ficar mais acessíveis e os consumidores ganham mais benefícios.
Esse movimento está ligado ao avanço dos negócios da China no mundo, que tem se tornado um grande protagonista na indústria tecnológica global, exportando produtos competitivos para diversos países.
O país tem investido em novos parceiros comerciais, principalmente após o início da escalada das tarifas de importação entre chineses e americanos, que travam uma intensa disputa, com altos e baixos em relação a exportação de produtos.
A presença cada vez maior de marcas chinesas em mercados como o brasileiro mostra como o país está expandindo sua influência econômica e fortalecendo a relação comercial com o Brasil, que também tem se beneficiado.
Em visita à China, em maio, o presidente Luís Inácio Lula da Silva, participou de evento que celebrou o anúncio de R$27 bilhões em investimentos no Brasil, por meio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). A ação foi realizada durante o encerramento do Fórum Empresarial Brasil-China, em Pequim, com o investimento de montadoras chinesas, plataforma de delivery, além de HUB de energia renovável no Piauí, Parque Industrial de ecossistema verde, entre outros.
A montadora GWM vai aplicar R$ 6 bilhões para expandir suas operações e exportar para a América Latina. No setor de delivery, a Meituan investirá R$ 5 bilhões por meio do app Keeta, com promessa de gerar até 100 mil empregos indiretos.
Na área de energia, a estatal CGN vai aplicar mais de R$ 3 bilhões em um hub de fontes renováveis no Piauí. Já a Envision destinará até R$ 5 bilhões à construção do primeiro Parque Industrial Net-Zero da América Latina.
No consumo, a rede de bebidas Mixue investirá R$ 3,2 bilhões para operar no Brasil, com meta de gerar 25 mil empregos até 2030. No setor de mineração, o grupo Baiyin vai investir R$ 2,4 bilhões na mina de cobre Serrote, em Alagoas.
A DiDi, dona do 99 Táxi, ampliará seu negócio de delivery e vai instalar 10 mil pontos públicos de recarga elétrica. A fabricante Longsys anunciou R$ 650 milhões para ampliar a produção de semicondutores. Por fim, a brasileira Nortec Química, em parceria com empresas chinesas, vai investir R$ 350 milhões em uma nova plataforma de insumos farmacêuticos.


