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Quase 94% dos lares no Brasil já têm acesso à internet

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O Brasil chegou a 74,9 milhões de domicílios com acesso à internet em 2024, o que representa 93,6% das residências do país, segundo os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada em julho pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O aumento em relação ao ano anterior foi de 1,1%.

Acesso à internet no Brasil cresce
Atualmente, 84,8% das casas no campo têm acesso, enquanto nas áreas urbanas a taxa chega a 94,7% | Foto: Reprodução / Canva

Desde que o levantamento começou, o número de casas conectadas vem subindo ano após ano. No entanto, esse crescimento tem ficado cada vez menor, o que indica que o Brasil está se aproximando da universalização do acesso à internet nas casas em todo o país.

Apesar desse avanço geral, ainda existem mais de 5 milhões de domicílios sem nenhum tipo de conexão. Os principais motivos são a falta de conhecimento para usar a internet, o preço elevado do serviço e a percepção de que não há necessidade de se conectar.

Avanço maior nas zonas rurais

Um dos destaques da pesquisa foi a redução na desigualdade entre áreas urbanas e rurais em relação ao acesso à internet. Em 2016, havia uma diferença de mais de 40 pontos percentuais entre esses dois ambientes. Naquele ano, apenas 35% das casas rurais tinham internet, contra 76,6% nas cidades. Em 2024, essa diferença caiu para menos de 10 pontos percentuais.

O avanço nas zonas rurais mostra que a conectividade está chegando cada vez mais longe, embora ainda exista um desafio maior fora dos grandes centros.

Entre as regiões do país, o Nordeste apresentou o maior crescimento em relação ao ano anterior, com um aumento de 2,2 pontos percentuais. Mesmo assim, continua sendo a região com menor porcentagem de domicílios conectados (91,3%). O Centro-Oeste lidera, com 96% das casas com internet.

Banda larga cresce e conexão discada quase desaparece

A forma como os brasileiros se conectam também tem mudado. O uso da banda larga, tanto a fixa, quanto a móvel, cresceu em 2024. A conexão fixa foi a que mais aumentou, sendo usada em 88,9% dos domicílios conectados, contra 86,9% em 2023. Já a móvel passou de 83,3% para 84,3%.

Além disso, cada vez mais lares estão utilizando os dois tipos de banda larga juntos. Em 2023, 47,6% dos domicílios usavam tanto a fixa quanto a móvel. Em 2024, esse número subiu para 71,1%.

A conexão discada, comum em décadas passadas, está praticamente extinta. Em 2024, apenas 0,3% das residências ainda usavam esse tipo de acesso, considerado lento e ultrapassado.

Entre as regiões, o Nordeste se destacou pelo alto uso da banda larga fixa (92,3%). No entanto, a banda larga móvel é menos usada por lá: apenas 70% dos domicílios utilizam esse tipo de conexão, contra mais de 80% nas demais regiões. No Sudeste, por exemplo, a taxa chega a 91,1%.

Por que ainda há casas sem internet?

Mesmo com os avanços, 5,1 milhões de lares ainda não têm acesso à internet no Brasil. A pesquisa do IBGE perguntou os motivos e o mais citado foi a falta de conhecimento: em 32,6% dessas casas, nenhum morador sabe usar a internet. Outros 27,6% disseram que o serviço é caro, e 26,7% afirmaram não ter necessidade de usar.

Além disso, 3,9% mencionaram a falta de disponibilidade do serviço na região, especialmente em áreas rurais. Nessas localidades, 12,1% das casas sem internet disseram que não há cobertura na área, contra apenas 0,9% nas cidades. Também foram citados o alto custo de equipamentos eletrônicos (3,2%), falta de tempo (2,0%) e preocupação com segurança ou privacidade (0,8%).

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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