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FGC confirma acesso a dados de clientes e alerta para golpes

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O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou que pessoas não autorizadas conseguiram acessar dados pessoais de clientes. Entre as informações estão nome, CPF, e-mail e data de nascimento. O caso foi comunicado nesta quinta-feira, 5 de outubro, mas o fundo não informou quantas pessoas foram atingidas.

FGC confirma acesso a dados de clientes e alerta para golpes
Além dos dados pessoais, também foram acessadas informações sobre os impostos descontados no pagamento e sobre onde o cliente fez o investimento que seria pago pelo FGC | Foto: Reprodução / LinkedIn

A entidade afirma que, até agora, não encontrou sinais de que essas informações tenham sido divulgadas ou usadas em golpes. Mesmo assim, quem recebeu o aviso do fundo deve ter cuidado com ligações, mensagens e e-mails de pessoas que dizem trabalhar no FGC. Criminosos podem usar os dados acessados para fingir que conhecem o cliente e tentar enganá-lo.

Quais dados foram acessados?

Segundo o FGC, as informações que podem ter sido acessadas são:

  • Nome;
  • CPF;
  • E-mail;
  • Data de nascimento;
  • Informações sobre os impostos descontados no pagamento;
  • Onde o cliente fez o investimento, como o banco ou a plataforma utilizada.

O fundo não informou se outros dados também foram atingidos. A entidade disse que avisou todos os clientes afetados, mas não divulgou o número de pessoas que receberam a notificação.

É importante entender que o acesso aos dados não significa que eles tenham sido publicados na internet ou usados por golpistas. O FGC afirma que ainda não encontrou provas de que isso tenha acontecido.

Como aconteceu o problema?

De acordo com o fundo, a suspeita de invasão foi identificada em 26 de outubro. Depois disso, a entidade bloqueou os acessos que não deveriam estar ativos e limitou a entrada nos sistemas envolvidos.

O FGC também começou a revisar quem pode acessar suas informações e reforçar os cuidados com a segurança dos sistemas. O caso foi comunicado à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), órgão que acompanha o cumprimento das regras de proteção de dados pessoais no país.

A investigação busca esclarecer como pessoas não autorizadas conseguiram acessar as informações. Até o momento, o fundo não informou como a invasão aconteceu.

Como se proteger de possíveis golpes?

O principal cuidado é desconfiar de contatos inesperados de pessoas que dizem representar o FGC. Como os dados acessados incluem informações pessoais e detalhes sobre investimentos, criminosos podem usá-los para fazer abordagens que pareçam verdadeiras.

Uma pessoa pode, por exemplo, dizer seu nome, informar parte do seu CPF ou mencionar o banco em que você tinha dinheiro aplicado. Isso não prova que ela trabalha no FGC: essas informações podem ter sido obtidas no acesso indevido.

Por isso, alguns cuidados são importantes:

  • Desconfie de ligações e mensagens inesperadas de pessoas que dizem trabalhar no FGC;
  • Não confie em um contato só porque a pessoa sabe seu nome, CPF ou onde você investiu;
  • Não informe senhas ou outros dados pessoais em resposta a mensagens suspeitas;
  • Não clique em links recebidos de pessoas que você não conhece ou não conseguiu confirmar que representam o fundo.

O FGC recomenda atenção redobrada a qualquer contato feito em seu nome. Se receber uma mensagem ou ligação suspeita, não forneça informações antes de confirmar se o contato é verdadeiro.

O que é o FGC?

O Fundo Garantidor de Créditos funciona como uma proteção para pessoas que guardam dinheiro ou fazem determinados investimentos em bancos e outras instituições financeiras.

Quando uma instituição quebra ou deixa de funcionar, o FGC pode devolver aos clientes o dinheiro aplicado em produtos cobertos pela garantia, respeitando os limites e as regras do fundo. A entidade ficou conhecida, por exemplo, durante o caso do Banco Master.

O FGC não é um banco. É uma associação privada, sem fins lucrativos, criada para proteger parte do dinheiro de clientes quando uma instituição financeira não consegue pagar o que deve.

O acesso às informações pessoais, portanto, não significa que o dinheiro dos clientes tenha sido retirado ou que a garantia do fundo tenha deixado de existir. O problema informado até agora envolve dados pessoais. O FGC afirma que está investigando o caso e reforçando a segurança de seus sistemas.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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