Economia aquecida muito além do Bumbódromo
O impacto econômico do festival vai muito além da venda de ingressos. Hotéis, pousadas, restaurantes, bares, embarcações, companhias aéreas, comerciantes e trabalhadores informais experimentam um aumento significativo na demanda durante o período.
Em balanços oficiais de 2025, o festival movimentou cerca de R$ 184 milhões, recebeu mais de 120 mil turistas e gerou aproximadamente 29 mil empregos diretos e indiretos. Para 2026, a expectativa é de crescimento desses números, impulsionada pelo aumento do fluxo turístico e pela ampliação dos investimentos públicos e privados.
A cadeia produtiva beneficiada inclui:
- Hotelaria e hospedagem;
- Transporte aéreo e fluvial;
- Alimentação;
- Comércio local;
- Artesanato;
- Produção cultural;
- Serviços de eventos;
- Economia criativa.
Os próprios bois-bumbás empregam milhares de profissionais entre artistas, costureiras, cenógrafos, soldadores, músicos, dançarinos e artesãos.
Grandes marcas ampliam investimentos
O crescimento da relevância nacional do festival atraiu um número recorde de patrocinadores. Em 2026, a organização confirmou a participação de 17 marcas patrocinadoras oficiais, entre elas Natura, Coca-Cola Brasil e Mercado Livre, reforçando o potencial comercial do evento e a valorização da cultura amazônica como plataforma de marketing.
Nos últimos anos, empresas dos setores de bebidas, varejo, tecnologia, meios de pagamento, aviação, telecomunicações e bens de consumo passaram a disputar espaço no festival, utilizando ativações de marca, camarotes, experiências imersivas e campanhas publicitárias voltadas ao público da Região Norte.
O aumento do interesse corporativo acompanha a crescente exposição nacional do evento, impulsionada por transmissões televisivas, plataformas digitais e redes sociais.