O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) anunciou nesta segunda-feira, 28 de abril, que a segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU) ofertará 3.352 vagas em mais de 35 órgãos da administração pública federal. O edital está previsto para ser publicado em julho, mês em que também devem começar as inscrições.

Apelidado de “Enem dos Concursos”, o CNU 2025 traz novidades em relação à edição anterior. A principal mudança é que o processo seletivo será dividido em duas fases, com provas realizadas em datas distintas. A primeira fase, composta apenas por provas objetivas, ocorrerá no dia 5 de outubro. Já a segunda fase, com provas discursivas, será realizada no dia 7 de dezembro, restrita apenas aos candidatos habilitados na etapa inicial.
Estrutura do CNU 2
Das 3.352 vagas disponíveis, 2.844 são destinadas a candidatos com nível superior e 508 para quem possui nível intermediário. Ao todo, 2.180 vagas serão de preenchimento imediato, enquanto outras 1.172 serão providas em curto prazo, após a homologação do concurso.
Assim como na primeira edição, os cargos serão organizados em nove blocos temáticos. Cada candidato poderá escolher a lista de preferência dentro do seu bloco, facilitando o processo de inscrição. A aplicação das provas será feita em 228 cidades espalhadas por todo o Brasil, buscando garantir maior democratização do acesso ao serviço público.
Principais mudanças
Além da divisão em duas fases, outra novidade do CNU 2025 é a convocação para a segunda etapa. Serão chamados os candidatos classificados em até nove vezes o número de vagas disponíveis para cada cargo, considerando ampla concorrência, pessoas negras e pessoas com deficiência.
Por exemplo, para um cargo com 100 vagas, seriam convocados para a segunda fase:
- 9 x 75 candidatos da ampla concorrência,
- 9 x 20 candidatos autodeclarados negros,
- 9 x 5 candidatos com deficiência.
Outro aprimoramento importante é a adoção de códigos de barras individualizados em todas as páginas das provas, como medida adicional de segurança e identificação dos candidatos.
Carreiras e distribuição de vagas
Entre os destaques do certame estão a criação de duas novas carreiras transversais: Analista Técnico de Justiça e Defesa e Analista Técnico de Desenvolvimento Socioeconômico, cada uma com 250 vagas. A primeira atenderá ministérios como Defesa, Justiça e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), fortalecendo áreas administrativas e estratégicas. Já a segunda visa impulsionar políticas públicas voltadas para o desenvolvimento regional, agrário e econômico, com atuação transversal em diversos órgãos federais.
Outro reforço relevante para a administração pública será a seleção de 1.000 Analistas Técnico-Administrativos (ATA), que atuarão em diferentes ministérios conforme as necessidades levantadas pelo Dimensionamento da Força de Trabalho (DFT), metodologia usada pelo governo para mapear a necessidade de servidores.
Além disso, nove agências reguladoras serão contempladas com novos servidores, como a Agência Nacional de Mineração (ANM). Serão disponibilizadas 60 vagas de nível superior e 340 vagas de nível médio para essas agências.
A distribuição regional também foi ampliada. Entre os estados contemplados:
- Rio de Janeiro: 315 vagas (INTO, INC, INCA e Biblioteca Nacional, entre outros),
- São Paulo: 65 vagas (Fundacentro),
- Pará: 66 vagas (Instituto Evandro Chagas e Centro Nacional de Primatas),
- Pernambuco: 20 vagas (Fundação Joaquim Nabuco).
As demais vagas estão alocadas em órgãos com sede em Brasília.
Cronograma previsto
- Publicação do edital e abertura das inscrições: Julho de 2025
- Aplicação da prova objetiva: 5 de outubro de 2025
- Aplicação da prova discursiva (para habilitados na 1ª fase): 7 de dezembro de 2025
- Divulgação dos resultados finais: fevereiro de 2026
Leia também: Concursos 2025: oportunidades nos tribunais como TJ RJ, TCE RJ e mais


