Receita e participação no PIB
Em 2023, a indústria brasileira gerou R$ 6,45 trilhões em receita líquida de vendas, sendo que 67,9% desse valor foram originados por grandes empresas, com mais de 500 funcionários.
O valor de transformação industrial, que corresponde à contribuição direta do setor ao Produto Interno Bruto (PIB), foi de R$ 2,4 trilhões em 2023, reforçando o papel estratégico da indústria na economia.
O ranking por atividades mostra que a fabricação de alimentos lidera em participação no PIB industrial, com 16,8%, seguida por:
- Extração de petróleo e gás natural: 11,5%
- Fabricação de derivados de petróleo e biocombustíveis: 11,2%
- Produtos químicos: 6,7%
- Fabricação de veículos: 5,7%
São Paulo lidera indústria nacional
A Região Sudeste concentrou 60,9% da transformação industrial em 2023, sendo São Paulo o principal polo fabril. Para cada R$ 3 adicionados ao PIB pela indústria brasileira, cerca de R$ 1 vem de São Paulo.
Minas Gerais e Rio de Janeiro alternaram a segunda colocação nos últimos dez anos, reforçando a competitividade regional dentro do Sudeste.
Nas 27 unidades federativas, 18 têm a indústria de alimentos como a principal atividade industrial em termos de contribuição ao PIB, sinalizando a presença nacional e a importância do setor.
Panorama recente e investimentos futuros
Dados divulgados em junho de 2025 mostram que, nos últimos 12 meses, o setor industrial cresceu 2,4%, com destaque para:
- Pará: +9%
- Santa Catarina: +7,4%
- Paraná: +5,6%
Em contrapartida, o Rio Grande do Norte (-6,6%) e o Espírito Santo (-5,2%) registraram queda na atividade industrial.
Como parte da estratégia para fomentar o setor, o governo federal anunciou R$ 10 bilhões em financiamentos para empresas do Nordeste. Os recursos estão disponíveis para companhias com projetos de investimento a partir de R$ 10 milhões, e os planos de negócios devem ser apresentados até 15 de setembro de 2025.
A retomada da indústria brasileira após anos de retração é evidenciada pelos números positivos do IBGE. A geração de mais de 910 mil empregos em quatro anos representa um importante avanço, ainda que o setor siga em processo de recuperação plena.
O destaque do setor alimentício, tanto em geração de vagas quanto em contribuição ao PIB, mostra a força dos produtos nacionais e o potencial competitivo do Brasil no mercado interno e global.
Com investimentos públicos, crescimento regional e estabilidade macroeconômica, a indústria segue como peça-chave na estratégia de desenvolvimento econômico e inclusão social do país.


