O recuo de 0,2% na produção da indústria brasileira em outubro, em comparação a setembro, foi concentrado em quatro dos 15 locais pesquisados pela Pesquisa Industrial Mensal Regional (PIM Regional), divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira, dia 13.
No início de novembro, o IBGE divulgou dados que mostraram uma variação negativa na produção industrial em outubro de 2024, interrompendo dois meses consecutivos de crescimento. Durante esse período, a indústria havia acumulado uma alta de 1,2%.
A queda foi mais acentuada em alguns estados, com destaque para o Rio Grande do Sul (-1,4%), o Rio de Janeiro (-1,3%), Pernambuco (-0,8%) e o Espírito Santo (-0,5%). Em particular, o Rio Grande do Sul sofreu uma redução nos setores de produtos do fumo, produtos químicos, e celulose, papel e produtos de papel, que são algumas das principais indústrias locais.

Já o Rio de Janeiro experimentou um recuo devido aos segmentos extrativos e de máquinas e equipamentos, que enfrentaram dificuldades no mês. O estado fluminense, além disso, registrou uma queda na produção pelo segundo mês consecutivo, o que resultou em uma perda acumulada de 3% na produção industrial.
A explicação para esse desempenho negativo está atrelada a fatores macroeconômicos que impactam a indústria como um todo. Embora o mercado de trabalho esteja mostrando sinais positivos, com a redução das taxas de desemprego e o aumento do consumo das famílias, o setor industrial continua a enfrentar dificuldades devido às taxas de juros elevadas.
Essas taxas tornam o crédito mais caro, o que dificulta tanto o consumo de bens industriais quanto o investimento necessário para aumentar a produção. A inflação também continua a ser um fator que pressiona negativamente os custos de produção e os preços.


