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Produção da indústria recua 0,2% em outubro, aponta IBGE

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Estados que apresentaram crescimento

Por outro lado, o cenário para a produção industrial variou de forma mais positiva em algumas regiões do Brasil. Estados como o Pará, por exemplo, se destacaram com um crescimento de 7% na produção industrial em outubro, o que marcou uma reversão após três meses consecutivos de queda.

Já Mato Grosso teve um desempenho ainda mais expressivo, com uma alta de 4,6%, consolidando um crescimento de 9,3% nos últimos quatro meses, impulsionado por setores específicos da indústria.

Outros estados que apresentaram bom desempenho foram o Paraná, com um crescimento de 3,7%, e o Ceará, que conseguiu recuperar parte da queda de 5,2% do mês anterior, com um aumento de 3,5%. Além desses, a Bahia (2,3%) e Goiás (2%) também tiveram um desempenho positivo, assim como São Paulo, que, com o maior parque industrial do país, registrou um crescimento de 2%.

Em relação à média móvel trimestral, um indicador que busca suavizar as variações sazonais, houve um avanço de 0,3% no trimestre encerrado em outubro, em comparação com o trimestre anterior.

Esse dado é importante porque reflete uma tendência de recuperação ao longo do tempo, com 10 dos 15 estados pesquisados apresentando taxas positivas.

Entre os estados que mais se destacaram, estão Mato Grosso (2,3%), Goiás (1,4%), Pará (0,9%), São Paulo (0,7%) e Santa Catarina (0,7%). Por outro lado, os maiores recuos no índice foram observados em Pernambuco (-1,7%) e no Amazonas (-1,1%), que enfrentaram quedas na produção no período.

No entanto, quando analisamos os dados anuais, o panorama da indústria brasileira mostra um desempenho mais robusto.

Em outubro de 2024, a produção industrial cresceu 5,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior, indicando uma recuperação importante no setor.

Esse crescimento reflete a expansão da produção industrial em 16 dos 18 locais pesquisados pelo IBGE, com várias regiões mostrando taxas de crescimento acima da média nacional.

O Rio Grande do Norte foi o grande destaque, com um aumento expressivo de 25%, impulsionado principalmente pelas atividades relacionadas à produção de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, como óleo diesel e querosene de aviação.

Esse crescimento foi essencial para o fortalecimento da economia local.

O Pará também teve um desempenho notável, com um crescimento de 12,5%, impulsionado pela forte atividade nas indústrias extrativas, principalmente na extração de minérios, como manganês e ferro, tanto na sua forma bruta quanto beneficiada.

A indústria mineral continua sendo um dos pilares fundamentais para a economia do estado. Santa Catarina também apresentou um aumento significativo de 12,2%, com destaque para a produção de artigos de vestuário, produtos alimentícios, máquinas e aparelhos elétricos, entre outros itens. A diversidade de setores industriais no estado contribuiu para um desempenho robusto na produção.

Mato Grosso teve um crescimento de 12%, devido à produção de carnes bovinas frescas ou refrigeradas, além de outros produtos alimentícios derivados de soja, como farelos, tortas e óleo refinado. Esses itens desempenham um papel importante na indústria local, especialmente no setor alimentício.

O Paraná, com um crescimento de 11,3%, se destacou pela produção de veículos automotores, reboques e carrocerias, além de produtos alimentícios, como amidos e carnes congeladas. Outros estados, como Ceará (8,5%) e Mato Grosso do Sul (7,2%), também apresentaram crescimento superior à média nacional.

São Paulo, o estado com o maior parque industrial do país, registrou um crescimento de 5,8%, enquanto Minas Gerais teve um aumento de 5,4% e o Maranhão de 5%.

O Amazonas também se saiu bem, com um crescimento de 4,3%, enquanto a Região Nordeste teve um avanço médio de 4%. Mesmo estados como o Rio Grande do Sul (2,7%), Espírito Santo (1,7%), Bahia (1,7%) e Goiás (1,5%) apresentaram aumentos, embora em um ritmo mais modesto.

Esses resultados indicam que, apesar dos desafios econômicos enfrentados por algumas regiões, a indústria brasileira está se recuperando de maneira sólida, com destaque para setores específicos, como mineração, combustíveis e produtos alimentícios, que têm impulsionado o crescimento em diversos estados. Ao mesmo tempo, a queda em algumas áreas reflete as dificuldades enfrentadas pela indústria em determinados segmentos.

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Sobre o autor Thaline Silva

Natural de Belém do Pará, formada em Geografia pela UFPA, graduanda em Jornalismo pela Estácio e roteirista com pós-graduação em Cinema

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