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Fraudes com cartões recuam 18% em 2024, aponta estudo

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O Monitor de Fraudes, levantamento realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), apontou uma queda significativa de 18% nas fraudes envolvendo cartões de crédito e débito em 2024. Esse dado representa uma melhora no cenário das fraudes no setor, um reflexo de diversas ações adotadas para mitigar os riscos envolvendo os meios de pagamento eletrônicos.

Fraudes com cartões diminuem 18% em 2024, segundo Abecs
Em 2024, o valor total transacionado com cartões de crédito e débito no país alcançou R$ 4,1 trilhões, um aumento de 10,9% em comparação a 2023 |Foto: Reprodução/Freepik

A pesquisa, realizada anualmente, analisa as fraudes em relação às transações aprovadas, utilizando um índice conhecido como basis points (b.p.), que é uma medida de eficiência e segurança no mercado financeiro. Nos últimos dois anos, a redução no índice de fraudes chegou a 33%, o que demonstra um progresso considerável na prevenção dessas práticas ilegais, que têm sido um desafio crescente para a indústria de pagamentos.

Além da redução no valor das fraudes, o estudo da Abecs também destaca a diminuição nas fraudes por quantidade de transações. Em 2024, houve uma queda de 15% nesse tipo de fraude, e a redução no período de dois anos foi ainda mais expressiva, alcançando 34,6%. Isso indica uma melhoria não apenas na quantidade de fraudes, mas também na eficácia das ações preventivas adotadas pelos emissores de cartões, as empresas de pagamento e os próprios consumidores.

O que diz o estudo?

O estudo da Abecs também compara as fraudes cometidas em transações com cartões de crédito e débito com aquelas realizadas via Pix, o sistema de pagamento instantâneo que tem ganhado popularidade nos últimos anos. Quando se observam os dados do Banco Central, verifica-se que o Pix, apesar de sua crescente utilização, ainda enfrenta desafios no que diz respeito à segurança, apresentando um número mais elevado de fraudes em relação aos cartões.

Em dezembro de 2024, foram registradas 15 fraudes a cada 100 mil transações realizadas via Pix, enquanto as transações com cartões de crédito e débito tiveram apenas 4 fraudes a cada 100 mil transações. Essa discrepância aponta para um potencial risco maior nas transações via Pix, que, apesar de ser mais rápido e prático, ainda não conta com o mesmo nível de segurança oferecido pelos sistemas tradicionais de pagamento com cartões.

Esses dados foram apresentados durante o 18º Congresso de Meios Eletrônicos de Pagamento (CMEP), um evento importante para o setor, onde especialistas, empresários e autoridades discutem os avanços e os desafios da indústria de pagamentos eletrônicos no Brasil e na América Latina. Durante o evento, a Abecs também apresentou uma proposta para incluir as transações realizadas com Pix, mas utilizando o cartão de crédito.

Proposta

A ideia da entidade é que essa medida traria mais segurança ao sistema de pagamento instantâneo, pois, ao ser realizada por meio do cartão, a transação seria capturada pela infraestrutura de segurança do sistema de cartões, enquanto o pagamento seria liquidado no sistema do Pix. Essa abordagem, segundo a Abecs, poderia melhorar a proteção contra fraudes e aumentar a confiança dos consumidores no Pix, sem prejudicar a agilidade das transações.

O presidente da Abecs, Giancarlo Greco, comentou sobre o tema, destacando que o setor de meios de pagamento está em constante diálogo com o Banco Central para avaliar como essas duas formas de pagamento podem coexistir de maneira segura. De acordo com Greco, todos os meios de pagamento, sejam eles tradicionais como o cartão ou inovadores como o Pix, têm plena capacidade de trabalhar juntos, desde que existam as condições adequadas de segurança e integração.

O que os dados revelam?

No âmbito geral, o setor de pagamentos eletrônicos no Brasil tem mostrado um desempenho robusto. Em 2024, o valor total transacionado com cartões de crédito e débito no país alcançou R$ 4,1 trilhões, um aumento significativo de 10,9% em comparação ao ano anterior. A expectativa para 2025 é que o setor continue a crescer, com uma projeção de aumento entre 9% e 11%.

Um dado interessante desse levantamento é a crescente adoção dos pagamentos por aproximação, que, no ano passado, representaram 67% das compras presenciais, totalizando R$ 1,5 trilhão. Esse modelo de pagamento, que dispensa o uso da senha em valores abaixo de R$ 50, tem se mostrado cada vez mais popular entre os consumidores, por sua conveniência e rapidez.

Outro dado relevante é que cerca de 41% das compras realizadas com cartão são parceladas sem juros, o que demonstra uma tendência de os consumidores utilizarem os cartões não apenas como meio de pagamento, mas também como uma forma de financiar suas compras de maneira acessível. A pesquisa também aponta que, atualmente, 6 em cada 10 pessoas optam por pagar sempre ou quase sempre com cartão, o que revela o crescente uso dessa forma de pagamento no cotidiano dos brasileiros.

Expectativas para o mercado aquecido na Páscoa

Para o período de Páscoa de 2025, a expectativa é que o volume de transações alcance até R$ 5,3 bilhões, o que representa um aumento de 26,8% em relação ao ano anterior. Esse aumento se deve, em parte, ao crescimento das compras online e ao uso crescente de cartões para adquirir produtos, como chocolates e outros itens típicos da data. A pesquisa mostrou que 67% dos consumidores planejam comprar esses produtos, refletindo uma alta demanda por pagamentos rápidos e seguros, que os meios eletrônicos de pagamento proporcionam.

O levantamento da Abecs não só revela uma queda nas fraudes com cartões de crédito e débito, mas também aponta para o futuro do mercado de pagamentos no Brasil, com a expansão do Pix, o crescimento das transações por aproximação e a melhoria contínua da segurança nos meios de pagamento.

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Sobre o autor Thaline Silva

Natural de Belém do Pará, formada em Geografia pela UFPA, graduanda em Jornalismo pela Estácio e roteirista com pós-graduação em Cinema

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