Estamos em maio, são muitas as referências às mulheres: mês das mães, das noivas. Então, vou aproveitar para falar de um assunto que nos interessa muito, mas que ainda é tratado como tabu.
A menopausa – diga-se de passagem – estou no auge dela, ou seja, posso falar com propriedade sobre o tema. O assunto precisa ser escancarado para que a sociedade entenda o inferno em que nós, mulheres, mergulhamos durante um período incerto.

Tem muita gente dando sua contribuição e fazendo reverberar a temática, a exemplo da atriz Claudia Raia, que direcionou os holofotes para a comédia musical “Cenas da Menopausa”, trazendo o assunto para o centro das discussões.
Com leveza e criatividade, o espetáculo discorre sobre os questionamentos que fazemos sobre as mudanças no corpo, a libido, a oscilação de humor e tantos outros sintomas inerentes a essa fase. A abordagem é direcionada para as mulheres 50+, mas se encaixa em todos os perfis, até porque os primeiros sintomas não respeitam a idade.
A nossa embaixadora já pisou em palcos brasileiros e também europeus, demonstrando que a menopausa não tem barreira, mas tem foco. A modelo e apresentadora Fernanda Lima também voltou a abrir o jogo e falar sobre a trama, totalmente despida do preconceito. Ela, que já havia tocado na ferida entre 2009 e 2018, quando apresentou o programa Amor & Sexo, na TV Globo, volta à cena.
Agora, no auge da menopausa, aos 47 anos, está à frente do podcast “Zen Vergonha”, onde, em sete episódios, traz informações apuradas e surpreendentes. “A gente perde massa cinzenta (parte do sistema nervoso onde estão os neurônios), um dos relatos médicos que ouvi, a gente passa a esquecer as coisas, os nomes”, revelou a estudiosa que se debruçou sobre o tema. Desconhecia tal informação. Paralisei.


