No último domingo, 11 de maio, foi comemorado o Dia das Mães e, segundo levantamento da fintech Koin, 90% dos brasileiros pretendiam comprar presentes para a data. Com o orçamento apertado e os preços em alta, a maior parte dos consumidores pretendiam parcelar as compras. A principal faixa de valor desembolsada girava entre R$ 51 e R$ 150, o que equivale a cerca de US$ 9,80 a US$ 28,90, considerando a cotação média do dólar a R$ 5,20.

A data é considerada a terceira mais relevante para o comércio digital brasileiro, ficando atrás apenas do Natal e da Black Friday. Roupas, acessórios, itens de beleza e produtos tecnológicos são os mais procurados. Ainda assim, o apelo emocional da data permanece forte: cerca de 90% dos consumidores compram para demonstrar carinho e gratidão às mães.
Gastos sob pressão com aumento de preços
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) apontou que os preços dos presentes subiram 5,3% em 2025. Em um cenário de inflação ainda sensível, esse aumento impacta diretamente o bolso do consumidor. Para quem pretende gastar entre R$ 151 e R$ 200 (aproximadamente US$ 29 a US$ 38,50), esse acréscimo pode representar uma diferença significativa.
Apesar da alta, a maioria (34,5%) optou por presentes entre R$ 51 e R$ 150. Já a segunda faixa mais citada foi de R$ 151 a R$ 200. Apenas 8% dos entrevistados afirmaram que pretendem gastar mais de R$ 1.000, o que equivale a cerca de US$ 192,30.
Parcelamento domina as compras de dia das mães
Em um retrato claro da pressão sobre o orçamento familiar, cerca de 89% dos consumidores parcelaram o presente do Dia das Mães. Entre eles, 37,1% preferem dividir o pagamento em até cinco vezes. Já 20,8% optaram por parcelar em duas vezes.
Esse comportamento reflete uma realidade comum no Brasil: o parcelamento é uma forma de manter o consumo mesmo diante de um cenário econômico desafiador. Além disso, o alto custo de itens desejados, como eletrônicos e joias, impulsiona a decisão.
Decisão de compra é emocional, mas também prática
Quando se trata da escolha do presente, 90% dos entrevistados compram para demonstrar afeto. Ainda assim, 18,8% decidem o que levar para casa somente na hora da compra, e 12,2% preferem adquirir exatamente o que a mãe pediu — uma forma prática de garantir a satisfação.
O fator preço também pesa: para esses 12,2%, o custo é o fator mais decisivo na hora de bater o martelo. Com o avanço das plataformas de comparação de preço e marketplaces digitais, a busca por economia nunca foi tão estratégica.
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Roupas, tecnologia e beleza são os preferidos
A pesquisa da Koin revelou os itens mais buscados neste Dia das Mães:
- Roupas e acessórios: lideram com 41,1% das intenções de compra;
- Beleza e cuidados pessoais: aparecem em seguida, com 35,5%;
- Tecnologia (smartphones, notebooks, eletrônicos): 21,8%;
- Utensílios domésticos: 17,8%;
- Joias: 15,2%;
- Jantares e experiências em spa: 14,2%.
Na ponta oposta da lista, flores, livros, produtos de entretenimento e presentes personalizados aparecem com menor preferência.
Compras online ganham espaço
A pesquisa ainda apontou que 37% dos consumidores realizaram suas compras pela internet. O dado confirma a consolidação do comércio digital como um canal de vendas prioritário em datas comemorativas. Além da praticidade, a possibilidade de comparar preços, formas de entrega e condições de parcelamento atrai o consumidor.
As promoções digitais e os cupons de desconto também contribuem para essa migração do consumo para o ambiente virtual. Para o varejo, isso significa mais um passo na transformação digital e mais atenção à experiência do cliente online.
Perspectivas para o comércio
Com o aumento das compras e da circulação de dinheiro nessa data, a expectativa do setor varejista é de crescimento no faturamento, mesmo com a alta de preços. Especialistas avaliam que o Dia das Mães movimentou bilhões de reais em todo o país, estimulando desde pequenas lojas locais até grandes plataformas de e-commerce.
A busca por presentes mais acessíveis, o uso do crédito parcelado e o foco no comércio digital marcam o perfil do consumidor em 2025. Mesmo em tempos de contenção, o desejo de homenagear as mães se mantém forte — e aquecido financeiramente.


