Nesta sexta-feira, 20 de junho, representantes dos países da Europa que formam o E3 — França, Alemanha e Reino Unido — se encontraram com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, em Genebra, na Suíça. A reunião foi mediada pela chefe de política externa da União Europeia e tem como principal objetivo evitar que o Irã avance em seu programa nuclear e ajudar a conter a escalada de confrontos com Israel.
Essa tentativa de negociação surge em meio a um momento delicado. Há sinais de que os Estados Unidos podem entrar diretamente no conflito, caso a diplomacia não avance. A expectativa é de que, nas próximas duas semanas, alguma decisão concreta seja tomada.
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Os países europeus acreditam que esse é o prazo para que um possível acordo comece a se formar, antes que ações militares ganhem força. O Irã, por enquanto, aceitou participar das conversas com os países europeus, mas rejeitou a possibilidade de negociar diretamente com os Estados Unidos.
Mesmo assim, as autoridades da União Europeia esperam que essa reunião funcione como um primeiro passo para reaproximar todas as partes envolvidas.
A cidade de Genebra foi escolhida por sua importância histórica. Foi ali, em 2013, que ocorreram as negociações iniciais que resultaram no Acordo Nuclear de 2015, firmado entre o Irã e potências internacionais. Esse acordo foi abandonado pelos Estados Unidos anos depois, o que levou a uma nova onda de tensão. Agora, os europeus esperam que Genebra volte a ser palco de um avanço diplomático.
Durante a reunião, além do tema nuclear, também foram levantadas questões como o apoio a grupos armados, como o Hezbollah, e a detenção de cidadãos europeus em território iraniano. A diplomacia europeia tenta usar a negociação como uma forma de conter o agravamento do conflito e, ao mesmo tempo, evitar que o Irã se isole ainda mais.


