Estados Unidos avaliam envolvimento direto no conflito
Enquanto Europa e Irã tentam manter um canal de diálogo aberto, os Estados Unidos analisam se devem entrar militarmente no conflito. O presidente Donald Trump afirmou que tomará uma decisão nas próximas duas semanas, após avaliar os resultados das negociações em Genebra.
A Casa Branca afirmou que o país ainda prefere uma saída diplomática, mas não descarta o uso da força. A principal exigência dos Estados Unidos é que o Irã suspenda suas atividades de enriquecimento de urânio, uma das bases do programa nuclear.
Para Washington, qualquer novo acordo precisa garantir que o país não possa construir uma bomba atômica. Autoridades norte-americanas também alertaram que uma resposta militar está pronta, caso o governo avance em ações consideradas provocativas.
Analistas internacionais avaliam que a atual ofensiva militar israelense pode ter efeito contrário ao desejado. Ao invés de enfraquecer, ela pode incentivar o país a buscar armas nucleares como forma de defesa. Seyed Hossein Mousavian, ex-negociador iraniano, afirmou que o país nunca teve armas nucleares, mas pode mudar sua estratégia caso continue sendo atacado.
Enquanto isso, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que continuará com as operações militares, com ou sem o apoio dos Estados Unidos. Segundo ele, Israel tem o direito de se defender e de impedir que o Irã desenvolva capacidades nucleares.


