O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou na noite de sábado, 21 de junho, que o país realizou um ataque aéreo de grande escala contra três importantes instalações nucleares do Irã. Em um pronunciamento transmitido ao vivo da Casa Branca, Trump afirmou que a operação foi um sucesso militar e mandou um recado direto ao governo iraniano: “Ou haverá paz, ou haverá tragédia para o Irã”.
As instalações atacadas foram os complexos de Fordow, Natanz e Isfahan, considerados estratégicos para o programa nuclear iraniano. Esses locais concentram atividades de enriquecimento de urânio e desenvolvimento de tecnologias que podem ser usadas tanto para fins pacíficos quanto militares.

O enriquecimento de urânio é o processo que torna o urânio mais concentrado em uma substância chamada urânio-235. Esse material pode ser usado para produzir energia elétrica, mas, se for enriquecido acima de 90%, serve para fabricar armas nucleares. Por isso, o tema é tão sensível.
“Nós quebramos as pernas do regime iraniano”, declarou Trump. “Foi um ataque cirúrgico, preciso, que enviou uma mensagem clara: não aceitaremos ameaças nucleares”.
Alvos estratégicos
Os três alvos escolhidos pelos Estados Unidos não foram aleatórios. Cada um tem um papel essencial na infraestrutura nuclear do Irã:
- Fordow: é uma instalação subterrânea localizada nas montanhas ao norte de Qom. Por estar protegida por rochas e concreto, ela é considerada uma das mais difíceis de ser atingida por ataques convencionais. Para isso, acredita-se que os EUA usaram bombas do tipo antibunker, feitas especialmente para perfurar estruturas profundas antes de explodir.
- Natanz: é uma das maiores plantas de enriquecimento de urânio do país. O urânio é enriquecido para ser usado em usinas de energia nuclear, mas, em níveis mais altos, pode servir para a construção de bombas atômicas.
- Isfahan: é um centro de conversão de urânio e também abriga pesquisas militares e civis, além de ser próxima a fábricas de mísseis.
De acordo com fontes militares americanas, os ataques foram realizados com aviões de combate do tipo B-2, bombardeiros furtivos capazes de voar sem serem detectados por radares. Além disso, mísseis de cruzeiro Tomahawk foram lançados a partir de navios e submarinos dos EUA posicionados na região do Golfo Pérsico.
Pronunciamento de Trump e ultimato a Teerã
Durante seu discurso, Trump deixou claro que o objetivo da operação foi desmobilizar a capacidade nuclear iraniana e pressionar o regime dos aiatolás (autoridades religiosas mais importantes do islamismo xiita, principalmente no Irã. Eles têm muito conhecimento sobre o Alcorão e as leis islâmicas) a recuar. Ele disse que o ataque não foi o fim, mas sim um aviso.
“O Irã tem agora uma escolha muito simples: ou aceita um acordo de paz com Israel e com o Ocidente, ou enfrentará consequências ainda mais graves. Não queremos guerra, mas estamos prontos para ela”, afirmou o presidente.
Segundo Trump, todos os aviões americanos envolvidos na operação retornaram em segurança, sem perdas humanas. Ele comemorou o resultado como um “sucesso absoluto”.
Confira o pronunciamento completo:
Reações no cenário internacional
O governo do Irã ainda não divulgou uma resposta oficial completa, mas autoridades locais confirmaram que as instalações foram atingidas e que houve uso de sistemas de defesa antiaérea momentos antes das explosões.
Em Teerã, o clima é de tensão, e o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, teria se reunido com líderes militares para avaliar uma possível retaliação. Grupos aliados ao regime iraniano, como os rebeldes houthis do Iêmen, já ameaçaram atacar navios norte-americanos no Mar Vermelho.
Em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu elogiou a operação americana e agradeceu o apoio dos EUA. Ele disse que a ação conjunta mostra que “o Ocidente não ficará de braços cruzados diante de ameaças nucleares”.
Dentro dos Estados Unidos, o ataque também gerou reações divididas. Políticos republicanos elogiaram a decisão de Trump e disseram que o presidente agiu com coragem diante de um inimigo perigoso. Já parlamentares democratas criticaram a ação, alegando que o Congresso não foi consultado e que a medida pode acender uma guerra generalizada no Oriente Médio.


