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Quer morar fora do país? Veja os países mais (e menos) caros

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Morar fora do Brasil é um sonho para muitos profissionais que buscam qualidade de vida, crescimento na carreira ou apenas uma experiência internacional. Mas além das questões culturais e profissionais, é preciso colocar a matemática na ponta do lápis: viver no exterior pode ser muito mais caro, ou surpreendentemente mais barato, dependendo do destino escolhido.

A seguradora britânica William Russell, especializada em seguros para pessoas que vivem em um país diferente do seu país de origem, seja temporária ou permanentemente, elaborou um ranking com os países mais caros e mais baratos para estrangeiros que decidem viver fora. A análise leva em conta o custo com transporte, contas domésticas e lazer, e atribui uma nota de 0 a 10 para o índice de gastos dos expatriados.

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Antes de fazer as malas, é importante avaliar não apenas o custo de vida, mas também o potencial de crescimento profissional, o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, e a adaptação cultural ao novo país | Foto: Reprodução/Canva
Antes de fazer as malas, é importante avaliar não apenas o custo de vida, mas também o potencial de crescimento profissional, o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, e a adaptação cultural ao novo país | Foto: Reprodução/Canva

Países mais caros para expatriados

No topo da lista está a Suíça, com índice de gastos de 9,29/10. Para brasileiros, o choque no custo de vida pode ser grande: segundo a plataforma Numbeo, o custo médio mensal de vida em Zurique, para uma pessoa solteira, sem aluguel, é de aproximadamente CHF 1.500. Convertendo para o real (cotação de 1º de julho de 2025: R$ 6,36 por franco suíço), isso equivale a R$ 9.540 por mês.

Logo atrás, vêm Islândia (8,48/10), Noruega (7,72/10), Dinamarca (7,28/10) e Holanda (7,01/10). Nessas regiões, o alto padrão de vida é proporcional aos custos elevados com alimentação, transporte e moradia. Em Oslo, por exemplo, o aluguel de um apartamento de um quarto no centro custa, em média, NOK 13.000, cerca de R$ 6.400, considerando a cotação de R$ 0,49 por coroa norueguesa.

Países mais baratos para viver como expatriado

Na outra ponta da tabela, o México aparece como o país mais barato para expatriados, com índice de apenas 0,67/10. Na Cidade do México, o custo médio mensal (sem aluguel) gira em torno de MXN 12.000, o que equivale a aproximadamente R$ 3.880, com o câmbio de R$ 0,32 por peso mexicano.

Outros países acessíveis incluem a Lituânia e a Polônia (ambos com índice de 2,23/10), Coreia do Sul (2,28/10) e Hungria (2,55/10). Essas regiões oferecem bom equilíbrio entre custo de vida, infraestrutura e oportunidades de trabalho, principalmente em setores como tecnologia, educação e atendimento ao cliente.

Como planejar uma carreira internacional

Se a ideia de morar fora te atrai, o primeiro passo pode ser dentro da empresa onde você já trabalha. Muitas organizações com atuação global têm programas de mobilidade interna que facilitam transferências para outros países.

Segundo a especialista em carreira Caroline Ceniza-Levine, uma movimentação lateral pode ser mais fácil do que você imagina. Basta demonstrar interesse, consultar as vagas internas e conversar com o RH ou seu gestor direto. Se sua função existir em outros escritórios da empresa, as chances aumentam.

Não esqueça de pesquisar sobre a cultura e a estrutura do país de destino, e proponha um plano de transição que minimize os impactos para a equipe atual. Um bom planejamento aumenta as chances de sucesso, tanto na mudança quanto na adaptação.

E se não for possível?

Caso a empresa não tenha planos de mobilidade internacional, você pode propor um modelo remoto – e trabalhar do exterior sem mudar de emprego. Isso exige acordos legais e operacionais, mas tem se tornado cada vez mais comum, principalmente com a popularização dos chamados “vistos para nômades digitais”.

Outra opção é tirar um período sabático ou até uma “microaposentadoria”: uma pausa planejada entre empregos, usada para viajar, estudar ou experimentar novos estilos de vida. Nesse tempo, dá para pesquisar vagas internacionais, fazer networking e se posicionar como candidato no mercado global.

Nômades digitais: estilo de vida e carreira

Quem trabalha com tecnologia, design, marketing digital, produção de conteúdo ou outras atividades compatíveis com o remoto pode adotar um estilo de vida de nômade digital. Destinos como Bangkok (Tailândia), Dubai (Emirados Árabes Unidos) e Londres (Reino Unido) são os mais bem avaliados nesse quesito, segundo o ranking do site Hotelwithtub, que considera segurança, custo de vida e taxa de retorno dos viajantes.

Com um notebook na mochila e acesso à internet, é possível trabalhar de praticamente qualquer lugar do mundo, o que reduz custos fixos e aumenta a liberdade.

Antes de fazer as malas, é importante avaliar não apenas o custo de vida, mas também o potencial de crescimento profissional, o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, e a adaptação cultural ao novo país. Morar fora é uma experiência transformadora, mas requer planejamento, pesquisa e, claro, muita disposição para encarar o novo.

Seja como expatriado, trabalhador remoto ou nômade digital, o mundo está mais acessível e conectado do que nunca.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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