IBOV 138.420 +0,82% USD/BRL 5,18 -0,34% EUR/BRL 5,62 +0,11% Bitcoin US$ 61.450 -0,38% Ethereum US$ 1.627 -0,67% Selic 9,75% estável IPCA 12m 3,84% -0,12pp Petróleo Brent US$ 82,40 +1,21%

Dinheiro preocupa brasileiros mais que saúde, diz pesquisa

Por

·

Para a maioria dos brasileiros, o dinheiro virou a principal fonte de preocupação, mais até do que temas tradicionalmente sensíveis como saúde, família e segurança. Essa é uma das conclusões da 4ª edição da pesquisa “Raio-X da Saúde Financeira dos Brasileiros”, realizada pela Fintech Onze, em parceria com a seguradora Icatu.

O estudo ouviu 8.701 pessoas de todo o Brasil, entre trabalhadores com carteira assinada, autônomos, desempregados, aposentados e servidores públicos.

Segundo o levantamento, 49% dos entrevistados apontam o dinheiro como sua maior preocupação atualmente. Essa porcentagem supera a de outros temas importantes, como saúde (19%), família (15%), trabalho (7%), violência (7%) e política (3%). Os dados revelam o tamanho da crise emocional e financeira que tem se instalado entre a população nos últimos anos.

Dinheiro preocupa brasileiros
15% dos participantes da pesquisa estão endividados e sem nenhum tipo de poupança ou subsídio | Foto: Reprodução / Canva

A pesquisa mostra que a dificuldade em lidar com o dinheiro vai muito além da simples falta de recursos. Há um cenário preocupante de desorganização financeira, ausência de planejamento e consequências diretas na saúde mental.

Entre as pessoas que colocaram as finanças no topo de suas preocupações, 61% afirmaram que não têm dinheiro guardado para emergências médicas ou para ajudar familiares e amigos em momentos difíceis.

Ainda conforme o estudo, 63% dos entrevistados não possuem nenhuma reserva de emergência. Isso significa que, diante de um imprevisto, como um acidente ou a perda de emprego, a maioria das pessoas não teria como se sustentar.

Outro dado alarmante é que 15% dos participantes estão endividados e sem nenhum tipo de poupança — um cenário de fragilidade que aumenta ainda mais a pressão sobre a saúde emocional.

Além disso, mais da metade (51%) dos entrevistados dizem que o que ganham por mês não é suficiente para cobrir os próprios gastos. Essa porcentagem cresceu 10 pontos em comparação com o ano anterior, o que indica um agravamento das condições de vida e da capacidade de manter o orçamento doméstico sob controle.

Continuar lendo

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

Newsletter

As principais notícias de finanças no seu e-mail

Análises de mercado, economia e negócios. Sem spam, cancele quando quiser.