O pedido de condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais sete réus feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira, 14 de julho, movimentou não apenas o cenário político brasileiro, mas também acendeu um sinal de alerta no mercado financeiro e na economia institucional do país. A manifestação, que traz as alegações finais da Ação Penal 2668, aponta Bolsonaro como o principal articulador da tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, o documento tem 517 páginas e atribui ao ex-presidente e a membros do alto escalão do governo crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. As penas, somadas, podem ultrapassar 30 anos de prisão, e, no caso de Bolsonaro, segundo a PGR, podem chegar a 43 anos.
Estão entre os réus figuras centrais do antigo governo: os generais Walter Braga Netto, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira; o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem; o ex-ministro da Justiça Anderson Torres; o ex-comandante da Marinha Almir Garnier; e o tenente-coronel Mauro Cid, que assinou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal. O julgamento deve ocorrer em setembro, na Primeira Turma do STF.
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