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Dólar em alta pressiona preço do café no Brasil

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A valorização do dólar na última terça-feira, 15 de julho, derrubou os preços do café nas bolsas internacionais e gerou impactos diretos nas negociações dentro do Brasil. A combinação entre o avanço da moeda americana e a pressão da colheita brasileira em ritmo acelerado fez com que os contratos futuros (negociações para entrega futura do produto, com preço fixado) do café arábica e robusta registrassem queda expressiva.

Dólar em alta derruba o preço do café no Brasil
Mudanças no dólar, safra no Brasil e alta de produtos no Vietnã influenciam variação no preço do café | Foto: Reprodução / Canva

No Brasil, o mercado físico (comercialização imediata do café disponível) não conseguiu acompanhar de imediato essa movimentação, e produtores e compradores ficaram cautelosos diante do cenário.

Na Bolsa de Nova York, referência para o café arábica, os contratos com vencimento em julho caíram 410 pontos, fechando a 301,60 cents por libra-peso. Já os contratos de setembro recuaram 450 pontos, fechando em 297,35 cents/lb.

O mesmo aconteceu com o café robusta na Bolsa de Londres. Os contratos de julho encerraram a US$ 3.710 por tonelada (cerca de R$ 20.034), com queda de US$ 111 (cerca de R$ 599,40). O contrato de setembro também teve recuo de US$ 111 (cerca de R$ 599,40), fechando a US$ 3.408 por tonelada (cerca de R$ 18.403,20).

Esse movimento está ligado à valorização do dólar, que avançou em relação a outras moedas e aumentou a pressão sobre os preços das commodities. Quando o dólar sobe, o café cotado em moeda americana fica mais caro para países que usam outras moedas. Isso reduz a demanda global, o que acaba pesando sobre os preços.

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Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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