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Brasileiros já pagaram R$ 2,5 trilhões em impostos em 2025

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Às 10h da manhã do dia 20 de agosto, o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) atingiu a marca de R$ 2,5 trilhões em tributos pagos pelos brasileiros em 2025. Esse valor representa tudo o que foi arrecadado pelos governos federal, estaduais e municipais desde o início do ano, incluindo impostos, taxas, contribuições, multas, juros e correções monetárias.

Impostômetro registra 2,5 trilhões em pagamentos de impostos no Brasil em 2025
O número impressiona não apenas pelo volume, mas também pela velocidade com que foi alcançado. Em comparação com o ano anterior, o marco foi atingido 23 dias antes | Foto: Reprodução / Divulgação/ Impostômetro

Em 20 de agosto de 2024, o painel registrava R$ 2,287 trilhões, o que indica um crescimento de aproximadamente 9,31% na arrecadação.

O que é o Impostômetro?

O Impostômetro é um painel eletrônico instalado na fachada da Associação Comercial de São Paulo, na Rua Boa Vista, 51, no centro histórico da capital paulista. Ele foi criado com o objetivo de tornar mais visível e compreensível para a população o volume de tributos pagos ao longo do ano. A contagem é feita em tempo real, e o número cresce a cada segundo, refletindo o ritmo da arrecadação pública no país.

O painel considera todos os tributos pagos pelos brasileiros: desde impostos como ICMS, ISS e IR até taxas e contribuições como INSS e FGTS. Também entram na conta as multas aplicadas por órgãos públicos, os juros sobre débitos e os valores corrigidos monetariamente. A soma inclui arrecadações feitas por prefeituras, governos estaduais e pela União.

Para garantir precisão, o Impostômetro utiliza dados oficiais de instituições como a Receita Federal, o IBGE, a Secretaria do Tesouro Nacional e as Secretarias Estaduais de Fazenda. Quando algum dado ainda não está disponível, o sistema faz estimativas com base no desempenho dos anos anteriores, ajustando os valores conforme o crescimento médio dos tributos e as sazonalidades econômicas.

Além do painel físico, os números também podem ser acompanhados pelo site oficial, em que é possível visualizar a arrecadação por estado, município ou tipo de tributo. O portal também oferece comparações históricas e simulações que ajudam o cidadão a entender o impacto dos impostos no seu dia a dia.

Como são pagos esses impostos?

Além do temido “Leão” do Imposto de Renda, os brasileiros pagam impostos principalmente no consumo. Ao comprar alimentos, roupas, móveis e diversos outros itens, são pagos também os tributos de cada produto, que estão embutidos no preço final dos bens e serviços.

Produtos essenciais, como alimentos, medicamentos e itens de higiene, possuem elevada carga tributária. Como exemplo, itens como arroz e feijão, consumidos por boa parte da população brasileira, têm carga tributária entre 17% e 18%. Já outros produtos, como o absorvente íntimo, podem ter até 34% de imposto embutido.

Quantos dias trabalhamos para pagar impostos?

De acordo com o Estudo sobre os dias trabalhados para pagar tributos, realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), os brasileiros precisaram trabalhar 149 dias em 2022 para quitar os impostos, taxas e contribuições exigidas pelos governos federal, estadual e municipal.

Segundo o estudo, o valor pago em tributos representa 40,82% do rendimento médio do brasileiro, que, de acordo com o IBGE, foi de R$ 2.789,00 em 2021. Isso significa que quase metade do que se ganha é destinado ao pagamento de impostos.

Esses números reforçam críticas de que o modelo penaliza proporcionalmente mais os cidadãos de menor renda, já que grande parte está aplicada ao consumo. Recentemente, foi aprovada na Câmara dos Deputados a urgência do Projeto de Lei que isenta do Imposto de Renda pessoas que ganham até R$ 5 mil mensais, diminuindo assim a carga tributária nas classes C, D e E.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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