O sistema de pagamentos instantâneos Pix voltou a ser alvo de criminosos virtuais. Pela quarta vez desde junho, uma empresa ligada ao setor financeiro enfrentou uma tentativa de invasão. A diferença é que, desta vez, não ocorreu desvio de valores nem exposição de informações pessoais, segundo informou o Banco Central (BC).

Embora não tenha gerado perdas, a ofensiva derrubou temporariamente a função de pagamento por QR code de uma instituição, que não teve o nome revelado. Para os usuários, isso significou dificuldades em realizar transferências durante o período da ação.
De acordo com o BC, os hackers usaram uma técnica conhecida como ataque de negação de serviço (ou DDoS). Nesse tipo de golpe, milhões de acessos falsos são disparados ao mesmo tempo, contra um sistema, sobrecarregando os servidores.
A Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs) explicou a situação com uma comparação simples: é como se milhares de pessoas falsas entrassem na mesma fila de caixa eletrônico. A fila trava e quem realmente precisa usar não consegue ser atendido.
A entidade informou que o episódio foi controlado e que não há indícios de prejuízo para os clientes. Mesmo assim, orientou que as empresas redobrem os cuidados com a segurança digital nos próximos dias.


