A 99, do grupo chinês DiDi, anunciou nesta segunda-feira, 15 de setembro, durante reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um investimento de R$ 2 bilhões para seu negócio de delivery de comida, a 99Food, a ser aplicado até junho de 2026. Esse aporte faz parte de um pacote maior com ações voltadas para entregadores, eletromobilidade e saúde pública.
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Pontos de apoio aos entregadores
Uma parte do investimento de R$ 50 milhões será usada para construir pontos de apoio em todo o Brasil. Esses pontos de apoio terão características como locais para descanso, água, banheiro e espaço para recarregar celulares, segundo o diretor‐geral da 99 no Brasil, Simeng Wang.
Atualmente, a operação da 99Food ocorre em Goiânia e São Paulo, com planos de expansão: a empresa pretende que seu serviço esteja ativo em 15 cidades até o fim de 2025 e em 20 cidades até janeiro de 2026.
Eletromobilidade: motos, bicicletas e novas parcerias
Além dos pontos de apoio, uma parte substancial do pacote de investimento está destinada a iniciativas de mobilidade elétrica.
O programa prevê crédito e locação de motos elétricas em parcerias com empresas como Galgo, Riba e Vammo. A estimativa é atingir até 600 mil entregadores nos próximos três a cinco anos.
Há também plano para bicicletas elétricas. Projeto‐piloto começará em São Paulo com 500 unidades e possível expansão para 10 mil unidades em até 18 meses.
Outra frente é parceria com fabricante de motos elétricas, a Yadea, com objetivo de desenhar veículos que atendam às rotinas dos entregadores (entrega de alimentos e transporte de pessoas).
Parceria com a Saúde e benefícios sociais
Em paralelo às ações de infraestrutura e mobilidade, a 99Food fechou acordo com o Ministério da Saúde para distribuir vouchers que permitam transporte gratuito de pacientes para consultas ou cirurgias em hospitais públicos. O programa já está em funcionamento em 49 hospitais.
Impactos esperados e marcos da expansão
Com o investimento de R$ 2 bilhões, a 99Food busca acelerar sua presença no país, passando de duas cidades atualmente para até 20 no início de 2026.
A iniciativa de eletromobilidade (motos e bicicletas elétricas) e de pontos de apoio também visa melhorar as condições de trabalho dos entregadores, diminuir custos fixos como combustível e manutenção, além de reduzir emissões ligadas ao transporte por veículos convencionais.
Desafios e detalhes em aberto
Nem todos os detalhes foram divulgados. A localização exata das fábricas de veículos elétricos, eventuais subsídios ou incentivos fiscais, prazos precisos de implantação de todas as unidades de apoio ou dos veículos elétricos ainda dependem de definições.
O financiamento para entregadores para aquisição ou locação de motos ou bicicletas elétricas será feito em parceria com instituições de crédito, locadoras ou empresas especializadas, segundo o anúncio, mas os termos (taxas, prazos, garantias) não foram totalmente especificados.


