A parcela da população de brasileiros que avaliam que a economia do país piorou nos últimos 12 meses caiu para 42%, segundo pesquisa Quaest divulgada em 8 de outubro de 2025. No mês de setembro, esse número era de 48%.
A pesquisa mostra que 35% dos entrevistados acreditam que a economia ficou no mesmo nível (ante 29% na rodada anterior), enquanto 21% consideram que melhorou (mesmo percentual de antes). Outros 2% disseram que não sabiam ou não responderam.
É o melhor resultado para essa percepção negativa desde janeiro de 2025, quando 39% consideravam que a economia estava pior e 32% que ela havia permanecido igual.
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Expectativa otimista da população sobre os próximos 12 meses
A Quaest perguntou também como os brasileiros veem o cenário futuro da economia. Houve melhora no otimismo:
- Melhorar: 43% (ante 40% em setembro)
- Piorar: 35% (ante 37%)
- Ficar igual: 19% (mesmo percentual de antes)
- Não sabem / não responderam: 3% (ante 4%)
Ou seja, a expectativa de melhora superou a de piora pela primeira vez em vários meses.
Poder de compra e preços sentidos no dia a dia
Quando questionados sobre o poder de compra atual em relação a um ano atrás, a maioria dos entrevistados (73%) afirmou que está menor. Apenas 15% disseram que está maior, e 11% afirmaram que está igual.
Quanto à inflação percebida, especialmente nos alimentos, 63% responderam que os preços subiram nos mercados, 21% disseram que ficaram iguais e 15% afirmaram que caíram.
Esses dados reforçam que, embora a percepção sobre o estado geral da economia tenha melhorado levemente, o impacto cotidiano ainda pesa no bolso das famílias.
Metodologia da pesquisa Quaest
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 2 e 5 de outubro de 2025. O nível de confiança é de 95%.
A pesquisa inclui diversas perguntas de percepção sobre passado, presente e futuro da economia, preços, poder de compra e direção do país.
O dilema da percepção da população versus realidade econômica
A melhora na percepção pode refletir uma combinação de fatores simbólicos e reais: expectativas positivas por parte dos consumidores, ajustes de políticas econômicas e notícias favoráveis recentes.
Contudo, especialistas alertam que a sensação de melhora não necessariamente se traduz em recuperação plena. Indicadores como PIB (Produto Interno Bruto), taxa de juros (Selic), inflação efetiva e emprego formal continuarão a pesar no cotidiano financeiro das famílias.
É importante observar que a pesquisa capta o que as pessoas sentem e essas percepções são sensíveis a discursos políticos, eventos inesperados e ciclos de imprensa, o que pode gerar volatilidade nas leituras mês a mês.