O Dia do Sushi, celebrado neste sábado, 1º de novembro, chega com números expressivos que mostram o quanto a culinária japonesa ganhou espaço na mesa dos brasileiros. De acordo com levantamento exclusivo do iFood, em 2025 foram realizados mais de 122 mil pedidos diários de pratos como sushi, sashimi e temaki.
No total, o aplicativo registrou cerca de 33,4 milhões de pedidos ao longo do ano — o equivalente a mais de R$ 2 bilhões em vendas, considerando um tíquete médio de R$ 60 por pedido, segundo estimativas do setor de alimentação da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).
O levantamento mostra que o interesse pela culinária oriental continua em alta, consolidando o sushi como um dos pratos mais populares nos aplicativos de entrega. A categoria “Culinária Japonesa” somou 43 milhões de pedidos no iFood em 2025, um aumento de 7% em relação ao mesmo período de 2024.
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Finais de semana e noites concentram a maior parte dos pedidos de sushi
O comportamento de consumo identificado pela plataforma mostra que 53% dos pedidos de sushi ocorrem entre sexta e domingo, sendo o horário noturno o mais movimentado: 82% das compras acontecem após as 18h.
Outro dado curioso é o aumento da procura durante a madrugada. Entre janeiro e setembro de 2025, foram 337 mil pedidos noturnos, o que representa uma alta de 2% em comparação ao mesmo período do ano passado.
De acordo com a Abrasel, o padrão de consumo acompanha a tendência de “refeições ocasionais” — quando o consumidor busca experiências gastronômicas específicas, muitas vezes ligadas a momentos de lazer ou celebração. O formato de combinados, com 20 a 60 peças, lidera entre os produtos mais vendidos, especialmente nas grandes capitais.
São Paulo lidera consumo e consolida tendência
O estado de São Paulo aparece como o principal consumidor de culinária japonesa no país, seguido por Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais e Santa Catarina.
Segundo o Sindicato de Restaurantes, Bares e Similares de São Paulo (SindResBar), a capital paulista reúne cerca de 1.200 estabelecimentos especializados em comida japonesa, e mais de 70% deles atuam também por meio de plataformas de delivery.
Para André Vasconcelos, analista de mercado de alimentação, a concentração de consumidores nas grandes cidades impulsiona o crescimento de restaurantes voltados a esse tipo de gastronomia. “O sushi e o temaki já se tornaram parte da rotina de muitos brasileiros. O que antes era um produto de nicho, restrito a restaurantes especializados, hoje está disponível até em lanchonetes e redes de fast-food”, explica em entrevista a CNN.
Crescimento reflete novos hábitos e renda disponível
Os dados do iFood refletem mudanças importantes no comportamento de consumo no Brasil. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a renda média real dos trabalhadores cresceu 4,1% em 2025, alcançando R$ 3.280 por mês. Esse aumento do poder de compra, aliado à expansão dos aplicativos de entrega e promoções frequentes, contribui para o avanço do consumo de alimentos prontos.
De acordo com a consultoria Euromonitor International, o mercado brasileiro de delivery de refeições movimentou cerca de R$ 133 bilhões em 2024, crescimento de 18% em relação a 2023. O segmento de culinária japonesa responde por cerca de 7% desse total, com expectativa de manter a expansão até o final de 2025.
Além da popularização dos pratos, o interesse crescente pela cultura oriental — impulsionado por influenciadores digitais, doramas e animes — tem fortalecido o apelo da gastronomia japonesa junto ao público mais jovem. Essa tendência se reflete na base de usuários do iFood, onde 65% dos pedidos de sushi são feitos por consumidores de até 35 anos.
Setor se adapta com promoções e cardápios acessíveis
Para atender à demanda crescente, restaurantes têm apostado em cardápios mais acessíveis e combos promocionais. A Abrasel estima que o número de restaurantes japoneses cadastrados em plataformas de delivery aumentou 12% em 2025. Muitos estabelecimentos também investiram em embalagens sustentáveis e ingredientes nacionais para reduzir custos e ampliar o público.
Empresas do setor destacam que a fidelização dos consumidores depende de estratégias de conveniência e preço. “O brasileiro passou a enxergar o sushi como uma refeição versátil, que pode ser consumida tanto no fim de semana quanto no dia a dia. O delivery consolidou esse hábito”, afirma Tatiana Paiva, especialista em comportamento do consumidor da NielsenIQ.


