O Senado do México aprovou uma nova política tarifária que passa a valer em 2026 e afeta diretamente as exportações do Brasil. A medida aumenta ou impõe novas tarifas sobre produtos importados de países com os quais o México não possui acordo de livre comércio, entre eles Brasil, China, Coreia do Sul, Índia, Vietnã, Tailândia, Indonésia, Taiwan, Nicarágua, Emirados Árabes Unidos e África do Sul.
O objetivo, de acordo com o governo mexicano, é impulsionar a indústria doméstica e proteger setores considerados estratégicos. A proposta inclui tarifas que chegam a 50% em alguns itens e estabelece que a maioria dos produtos terá taxação de até 35%.
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Produtos afetados pelas tarifas do México e impacto para empresas brasileiras
Entre os itens que terão aumento tarifário estão automóveis, autopeças, têxteis, vestuário, plásticos e aço. Esses segmentos representam parte expressiva do comércio exterior brasileiro. Segundo dados oficiais do Comex Stat, sistemas de comércio exterior do Governo Federal, as exportações brasileiras para o México somaram mais de 5,2 bilhões de dólares em 2024, o equivalente a aproximadamente 26,6 bilhões de reais considerando a cotação média de 5,12 reais por dólar registrada pelo Banco Central naquele ano.
A nova política aprovada pelo Senado mexicano é considerada mais branda do que a versão apresentada anteriormente na Câmara dos Deputados. A proposta inicial incluía tarifas sobre cerca de 1.400 linhas de produtos, com foco em setores como têxteis, vestuário, aço, autopeças, plásticos e calçados. No texto final, parte dessas tarifas foi reduzida, representando um corte de aproximadamente dois terços em relação ao projeto original, conforme informado pela Reuters.
Ainda assim, a taxação de até 35% sobre a maior parte dos produtos importados cria um novo cenário para a indústria brasileira que atua nesses mercados. Para empresas que dependem de exportação, tarifas mais altas reduzem competitividade e podem levar à perda de espaço para fabricantes locais ou de outros países com acordos comerciais firmados com o México.