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México eleva tarifas e pressiona comércio com o Brasil

Efeitos internos no México e debate sobre arrecadação

Para além das relações internacionais, o governo mexicano projeta aumento de arrecadação com o novo pacote tarifário. A estimativa, divulgada pela Reuters, é que as novas taxas gerem 3,76 bilhões de dólares em receita adicional no próximo ano, o equivalente a cerca de 19,2 bilhões de reais considerando a cotação de 5,12 reais por dólar registrada pelo Banco Central em 2024.

Defensores do projeto no Senado afirmam que a medida também busca proteger empregos em setores nacionais considerados vulneráveis à competição com produtos importados de baixo custo. O senador Mario Vázquez, do Partido Ação Nacional, disse à Reuters que o aumento tarifário protege setores produtivos que enfrentam dificuldade para competir com produtos chineses e, ao mesmo tempo, reforça a arrecadação do Estado mexicano.

Parlamentares do partido governista Morena também defenderam a proposta. O senador Emmanuel Reyes afirmou que as tarifas ajudarão a impulsionar produtos mexicanos nas cadeias globais de suprimentos e fortalecer empregos locais.

Reação do setor privado e próximos passos

Representantes da iniciativa privada, consultados pela Reuters, avaliam que o pacote pode gerar custos adicionais para consumidores mexicanos, já que tarifas funcionam como impostos embutidos no preço final. Ao mesmo tempo, o setor reconhece que a política tem vínculo direto com negociações comerciais estratégicas envolvendo Estados Unidos e China.

A aplicação das novas tarifas terá início em 2026, e empresas exportadoras de países afetados, incluindo o Brasil, devem revisar estratégias comerciais e calcular impactos no custo final de seus produtos no mercado mexicano. A evolução das negociações entre México, Estados Unidos e Canadá também deve influenciar ajustes futuros na política tarifária.

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