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México eleva tarifas e pressiona comércio com o Brasil

China critica medida e avalia impacto

A China, uma das maiores afetadas pelo aumento tarifário, manifestou oposição pública à decisão. Segundo o Ministério do Comércio chinês, as tarifas adicionais prejudicam substancialmente as relações comerciais. A declaração foi registrada pela Reuters, que também informou a posição do país de que aumentos unilaterais de tarifas geram desequilíbrio e podem incentivar práticas protecionistas em escala global.

A reação veio também do Ministério das Relações Exteriores da China, que afirmou que medidas contrárias à globalização econômica não beneficiam nenhum dos lados envolvidos. A análise sobre o impacto final ainda está em curso dentro do governo chinês.

Pressão dos Estados Unidos e busca por alinhamento comercial

Segundo especialistas ouvidos pela Reuters, a decisão mexicana também reflete a pressão dos Estados Unidos para que países da América Latina limitem laços econômicos com a China. Os EUA disputam influência comercial e política na região e buscam reduzir a presença chinesa em setores ligados à indústria de transformação e cadeias de suprimentos.

Em setembro, o México já havia anunciado tarifas mais altas para automóveis e outros produtos de origem chinesa, reforçando a leitura de que o país se movimenta para alinhar sua política comercial ao momento de revisão do acordo de livre comércio entre México, Estados Unidos e Canadá, o USMCA. A revisão do tratado está prevista para ocorrer nos próximos anos.

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