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Petrobras reduz preço da gasolina em 5,2%; entenda o reajuste de R$ 0,14 por litro

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A Petrobras anunciou um novo corte no preço da gasolina vendida às distribuidoras no Brasil. A redução passa a valer a partir desta terça-feira, 27 de janeiro, e representa uma queda de 5,2%, o equivalente a R$ 0,14 por litro. Com a mudança, o preço médio do combustível fornecido pela estatal cai para R$ 2,57 por litro.

O reajuste atinge a gasolina A, que é o combustível produzido nas refinarias. Esse produto ainda passa por uma etapa antes de chegar aos postos, quando é misturado ao etanol pelas distribuidoras. Só depois desse processo a gasolina é vendida ao consumidor final.

Petrobras reduz preço da gasolina
A última vez que a Petrobras havia reduzido o preço da gasolina foi em outubro de 2025 | Foto: Reprodução / Canva

Na última redução, o corte também foi de R$ 0,14 por litro, o que representou uma redução de 4,9%. Desde então, os valores vinham sendo mantidos sem alterações.

Queda acumulada desde 2022

Segundo a Petrobras, desde dezembro de 2022 o preço da gasolina vendida às distribuidoras já caiu R$ 0,50 por litro. Quando se leva em conta a inflação acumulada no período, essa redução chega a quase 27%. Isso significa que, além da queda nominal, ou seja, uma redução no valor sem considerar a inflação, o combustível ficou ainda mais barato em termos reais, considerando o aumento geral dos preços na economia.

Esse movimento acontece em um momento de maior estabilidade no mercado internacional de petróleo. O barril do tipo Brent, que serve de referência para os preços globais, tem sido negociado entre US$ 60 e US$ 66, o que equivale a cerca de R$ 317 a R$ 349, na cotação atual do dólar. Esse patamar é mais baixo do que o registrado em outros períodos recentes e ajuda a reduzir a pressão sobre os custos de produção de combustíveis.

A política de preços da Petrobras considera uma combinação de fatores, como o valor do petróleo no exterior, a cotação do dólar e os custos internos da empresa. Segundo a estatal, os ajustes são feitos de forma periódica, para manter preços compatíveis com o mercado, sem mudanças bruscas.

Diesel segue sem alteração

Diferentemente da gasolina, o preço do diesel não foi alterado neste anúncio. O valor do combustível vendido pela Petrobras às distribuidoras permanece em torno de R$ 2,80 por litro. Ao longo de 2025, o diesel passou por três reduções consecutivas. A primeira ocorreu em 1º de abril, com um corte de 4,6%. Pouco depois, em 17 de abril, houve nova queda, de 3,38%. Em 6 de maio, o preço voltou a cair 4,6%. Desde então, não houve novos ajustes.

A decisão de manter o valor do diesel estável indica que a empresa avalia cada combustível separadamente, levando em conta o comportamento do mercado e os custos envolvidos em cada caso.

O que muda para quem abastece?

Mesmo com a redução anunciada pela Petrobras, o valor pago nos postos pode demorar a cair e nem sempre reflete integralmente o corte feito nas refinarias, já que o preço final da gasolina depende de outros fatores além do valor cobrado pela estatal.

Após sair das refinarias, o combustível passa pelas distribuidoras, onde são incluídos custos de transporte, a mistura com etanol, impostos e a margem de lucro dos postos. Por isso, a queda de R$ 0,14 por litro no repasse pode resultar em uma redução menor na bomba, variando conforme a região e o estabelecimento.

Ainda assim, cortes no preço da gasolina costumam ajudar a aliviar o custo de vida. O combustível tem peso importante no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador que mede a inflação oficial do país. Quando a gasolina fica mais barata, isso pode influenciar despesas como transporte, frete e até o preço de alguns produtos.

Contexto econômico favorece o corte

O cenário atual contribuiu para a decisão da Petrobras. Além do petróleo mais barato no mercado internacional, a variação do dólar tem sido menos intensa nas últimas semanas, o que reduz custos ligados à importação de insumos usados na produção de combustíveis.

A empresa tem reforçado que não adota mais reajustes automáticos. As mudanças nos preços são feitas após análises internas, considerando o equilíbrio financeiro da companhia e o comportamento do mercado brasileiro.

Desde o fim de 2022, a Petrobras tem adotado uma estratégia de ajustes mais espaçados, evitando aumentos frequentes e buscando acompanhar as condições do mercado de forma gradual.

Impacto gradual nos próximos dias

A expectativa é que o efeito do corte seja sentido aos poucos. Em geral, os postos levam alguns dias para repassar mudanças de preço, já que muitos trabalham com estoques adquiridos antes do reajuste. Além disso, a concorrência entre estabelecimentos influencia a velocidade e a intensidade desse repasse.

Em um cenário de preços internacionais mais baixos e inflação mais controlada, há espaço para que os combustíveis ajudem a conter novos aumentos no custo de vida.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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