As redes sociais são hoje o principal ambiente de circulação de golpes digitais no Brasil. Um levantamento da Serasa Experian mostra que 78% dos anúncios, perfis e páginas fraudulentas identificados em 2025 estavam concentrados nessas plataformas.
Ao longo do ano passado, foram mapeadas 37,8 mil tentativas de fraude digital, o que representa um volume médio entre 3 mil e 4 mil ameaças por mês. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 6 de fevereiro, e reforçam o alerta para consumidores e empresas sobre os riscos no ambiente digital.
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Anúncios falsos lideram os golpes
De acordo com o estudo, os anúncios fraudulentos responderam por 56% das ocorrências registradas em 2025. Em geral, esse tipo de golpe usa ofertas com preços muito abaixo do mercado ou mensagens que criam senso de urgência para enganar o consumidor.
Na sequência aparecem os perfis falsos, que representaram 32% dos casos. Essas contas costumam ser usadas como porta de entrada para redirecionar usuários a páginas, formulários ou aplicativos maliciosos, que imitam marcas conhecidas para roubar dados pessoais ou financeiros.
Segundo a Serasa Experian, a dinâmica das redes sociais favorece esse tipo de prática. O impulsionamento de conteúdo e o compartilhamento rápido permitem que anúncios e perfis enganosos atinjam milhares de pessoas antes de serem identificados.
Conteúdos são removidos em até quatro dias
Apesar do alto volume de tentativas de fraude, o levantamento aponta que 98% dos conteúdos irregulares foram retirados do ar. O prazo mediano entre a identificação e a remoção foi de quatro dias.
Esse resultado, segundo a empresa, é fruto do monitoramento contínuo e da atuação conjunta com as plataformas digitais para derrubar anúncios, páginas e perfis falsos.
Para o diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, Rodrigo Sanchez, a velocidade de reação é fundamental para reduzir os danos causados pelos golpes. “Em um ambiente que exige resposta em tempo real, é essencial unir inteligência e monitoramento permanente para acompanhar essa dinâmica. Mantemos uma estrutura dedicada à identificação e remoção de conteúdos maliciosos, ajudando a proteger consumidores e empresas”, afirmou em entrevista a CNN.
Pequenas mudanças dificultam o combate
O estudo também destaca que os criminosos costumam recriar anúncios e perfis rapidamente, fazendo pequenas alterações de linguagem ou identidade visual. Essa estratégia dificulta a identificação automática e amplia o alcance das fraudes.
Esse comportamento explica por que, mesmo com alto índice de remoção, novas ameaças continuam surgindo mês após mês nas redes sociais.
O que o consumidor pode fazer para se proteger?
A orientação da Serasa Experian é que os consumidores redobrem a atenção ao navegar nas redes sociais, principalmente diante de:
- Ofertas com preços muito abaixo do normal;
- Mensagens que exigem ação imediata;
- Links enviados por perfis desconhecidos ou recém-criados.
Desconfiar antes de clicar e verificar se a página é oficial da marca são medidas simples que ajudam a reduzir o risco de cair em golpes.
Empresas também precisam agir
Para as empresas, o estudo recomenda uma estratégia preventiva e contínua de proteção de marca no ambiente digital. Isso inclui:
- Monitoramento constante das plataformas;
- Identificação rápida de anúncios e perfis falsos;
- Protocolos internos para acelerar pedidos de remoção.
A cooperação entre plataformas, marcas e usuários é apontada como essencial para diminuir a reincidência das fraudes e tornar o ambiente digital mais seguro.