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Desemprego cai a 5,1%, mas mulheres e jovens ainda enfrentam as maiores taxas

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,1% no quarto trimestre de 2025, segundo dados da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa queda de 0,5 ponto percentual em relação ao terceiro trimestre, quando o índice estava em 5,6%, e consolida o menor patamar da série histórica recente.

Apesar da melhora no indicador nacional, os números mostram que o desemprego não afeta todos da mesma forma. Mulheres da região Nordeste e jovens da região Sudeste registraram as taxas mais elevadas no período, evidenciando desigualdades estruturais no mercado de trabalho brasileiro.

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Taxa nacional de desemprego cai para 5,1%, mas desigualdades regionais, de gênero e idade persistem | Foto: Reprodução/Canva
Taxa nacional de desemprego cai para 5,1%, mas desigualdades regionais, de gênero e idade persistem | Foto: Reprodução/Canva

Nordeste mantém maior taxa do país

A região Nordeste apresentou taxa de desocupação de 7,1% no quarto trimestre, a mais alta entre todas as regiões. Em contraste, a região Sul registrou o menor índice, de 3,1%. O Sudeste ficou com 4,8%, o Centro-Oeste com 3,9% e a região Norte com 5,8%.

A diferença regional revela que a recuperação do mercado de trabalho ocorre de forma desigual. Estados com maior dependência de atividades informais e menor diversificação econômica tendem a enfrentar mais dificuldades na geração de empregos formais.

Mulheres enfrentam maior dificuldade para conseguir trabalho

O recorte por sexo também mostra disparidades importantes. No Brasil, a taxa de desemprego entre mulheres foi de 6,2%, enquanto entre os homens ficou em 4,2%.

No Nordeste, a desigualdade é ainda mais acentuada: 8,8% das mulheres estavam desocupadas, ante 5,9% dos homens. Na Região Norte, a taxa feminina foi de 7,8%, contra 4,4% entre os homens.

Mesmo nas regiões com índices menores, a diferença permanece. No Sudeste, o desemprego atingiu 5,9% das mulheres e 3,9% dos homens. No Centro-Oeste, as taxas foram de 4,4% e 3,4%, respectivamente. No Sul, 3,6% das mulheres estavam sem trabalho, frente a 2,7% dos homens.

Os dados reforçam que as mulheres continuam enfrentando barreiras maiores para inserção e permanência no mercado de trabalho, além de maior exposição à informalidade e à renda mais baixa.

Jovens concentram as maiores taxas

Quando o recorte considera a idade, os jovens aparecem como o grupo mais afetado. Entre pessoas de 14 a 17 anos, a taxa nacional de desocupação foi de 19,9%. Nesse grupo, o Sudeste liderou, com 22,8% dos adolescentes sem ocupação. O Nordeste apresentou 21,7%, seguido pelo Centro-Oeste, com 20,8%. As menores taxas foram registradas no Sul, com 15,8%, e no Norte, com 12,2%.

Na faixa de 18 a 24 anos, o Nordeste voltou a liderar, com 16,7% de desemprego. A região também apresentou as maiores taxas nas faixas etárias de 25 a 39 anos, de 40 a 59 anos e acima dos 60 anos, ainda que em patamares menores.

Escolaridade influencia chances de emprego

O nível de instrução também impacta diretamente a inserção no mercado de trabalho. Pessoas com ensino médio incompleto apresentaram taxa de desocupação de 8,7%, a mais elevada entre os grupos analisados.

Entre aqueles com nível superior incompleto, o índice foi de 5,6%. Já para quem concluiu o ensino superior, a taxa caiu para 2,7%, mostrando que maior escolaridade tende a ampliar as oportunidades de emprego.

O que os números significam para as famílias

Embora a taxa geral de desemprego esteja em queda, os dados indicam que a recuperação econômica ainda não atinge todos os grupos de forma igual. Mulheres, jovens e moradores do Nordeste continuam mais expostos ao risco de desocupação.

Para as famílias de classes menores, o desemprego tem impacto direto na renda, no consumo e na capacidade de planejamento financeiro. A ausência de trabalho formal pode levar ao aumento da informalidade, à redução do poder de compra e à dificuldade de acesso a crédito.

O desafio é ampliar políticas de qualificação profissional, incentivar a geração de empregos formais e reduzir desigualdades regionais e de gênero. A melhora do indicador nacional é positiva, mas os números mostram que o mercado de trabalho brasileiro ainda enfrenta obstáculos para se tornar mais inclusivo e equilibrado.

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