Donald Trump, presidente dos EUA, anunciou no último sábado, 21 de fevereiro, as novas tarifas globais de 15% sobre importações americanas. Segundo levantamento da plataforma de monitoramento Global Trade Alert, o Brasil será o maior beneficiado com as novas alíquotas (percentual usado para calcular quanto você pagará de imposto).
Na sexta-feira, 20 de fevereiro, o governo dos EUA informaram um aumento de 10%. Contudo, a nova regra irá causar uma redução de 13,6% na média aplicada às exportações brasileiras que vão ao território americano.
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Antes da Suprema Corte deliberar que o tarifaço de Trump seria ilegal, o Brasil tinha tarifas médias em 26,3% sobre os bens, agora esse valor passará para 12,8% com a nova cobrança. Outros dos países que também serão beneficiados são a China com -7,1% e a Índia com -5,6%.
Contudo, alguns locais serão afetados negativamente pelo aumento da cobrança. O Reino Unido terá um acréscimo de 2,1%, a Itália de 1,7% e Singapura de 1,1%. Além disso, o Japão e a Coreia do Sul, que também realizaram parcerias comerciais com o governo americano, terão impacto de 0,4% e 0,6%, respectivamente.
Reação dos parceiros comerciais após as tarifas
Em entrevista à CNN Internacional, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, revelou que nenhum dos países parceiros demonstrou interesse em retirar os acordos após a decisão da Suprema Corte.
“Estamos em contato com nossos parceiros comerciais estrangeiros e todos eles querem manter os acordos comerciais que foram firmados”, destacou Bessent à CNN.
Impacto das tarifas no Brasil
Segundo Geraldo Alckmin, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as novas tarifas geram um saldo positivo ao Brasil, pois com a alíquota de forma igualitária a 15%, a competitividade é garantida.
“Ela foi positiva porque estabeleceu que a alíquota deve ser igual para todos. Inicialmente era 10% e na última ordem executiva foi para 15%. É justa [a medida] porque a tarifa média dos produtos americanos de entrada no Brasil é 2,7% e os Estados Unidos tem déficit com o mundo inteiro, praticamente e tem superávit com o Brasil, tanto na balança de serviços quanto na balança de bens. Então mesmo com a alíquota de 15%, como ela é igual para todo mundo nós não perdemos competitividade”, disse, de acordo com a CNN Brasil, em conversa com jornalistas na cidade de Aparecida, em São Paulo.


