O Congresso do México aprovou um projeto de lei que reduz, de forma gradual, a jornada semanal de trabalho de 48 para 40 horas. A proposta foi aprovada na Câmara dos Deputados com apoio dos 469 parlamentares presentes e tem previsão para começar a valer no próximo ano.
A meta do governo é diminuir duas horas por ano até 2030, contudo, ao analisar a proposta apresentada pela presidente Claudia Sheinbaum, entende-se que ela aumenta as horas trabalhadas na semana e mantém um dia de descanso para cada seis dias trabalhados.
Leia também: Brasileiro trabalha 40 horas por semana: o que isso diz sobre produtividade e qualidade de vida?

O país vem apresentando um péssimo desempenho entre vida profissional e pessoal dos trabalhadores, se posicionando de forma negativa entre os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Cerca de 55% dos profissionais locais atuam de forma informal, registram baixa produtividade e baixo recebimento salarial.
Durante o debate, a oposição criticou a reforma, pois argumenta que o projeto não representa uma redução, pois a carga semanal passa de 9 para 12 horas, e não mantém os dois dias de descanso obrigatórios para cada cinco dias trabalhados.
Segundo entrevista citada pela CNN Brasil, Alex Dominguez, deputado do partido de oposição PRI, revelou que ‘a ideia da reforma não é ruim, mas está incompleta e foi feita às pressas’.


