As cooperativas de crédito continuaram crescendo no Brasil em 2025 , segundo os dados divulgados pelo Banco Central mostram que essas instituições encerraram o ano com mais de R$ 1 trilhão em ativos, ampliaram o número de associados e expandiram a presença pelo país, chegando a 59% dos municípios brasileiros.
As informações fazem parte do Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC), estudo anual que acompanha a evolução do setor e reúne indicadores sobre o desempenho financeiro das cooperativas.
Essas cooperativas de crédito funcionam como instituições financeiras que oferecem serviços semelhantes aos dos bancos, como contas, empréstimos, financiamentos e aplicações. A principal diferença é que elas são formadas por cooperados — pessoas físicas ou empresas que utilizam os serviços e fazem parte da própria instituição.

Número de cooperados cresce e chega a 21,2 milhões
Segundo o Banco Central, as cooperativas fecharam 2025 com 21,2 milhões de cooperados, um crescimento impulsionado pela adesão de novos clientes ao sistema. Desse total, 17,8 milhões são pessoas físicas e 3,4 milhões são pessoas jurídicas, como empresas e outros negócios.
Além do aumento na quantidade de associados, as cooperativas também ampliaram sua presença física. Ao final do ano, elas já estavam presentes em 59% dos municípios brasileiros, ampliando o acesso da população aos serviços financeiros.
Esse avanço faz parte do crescimento do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo, que vem aumentando sua participação no mercado financeiro brasileiro ao longo dos últimos anos.
Empréstimos impulsionam expansão do setor
O estudo aponta que os ativos das cooperativas ultrapassaram R$ 1 trilhão em 2025. Ativos são todos os bens, recursos financeiros e operações que pertencem às instituições e ajudam a medir o tamanho do setor.
O principal fator por trás desse crescimento foi o avanço das operações de crédito, ou seja, dos empréstimos e financiamentos concedidos pelas cooperativas.
Ao mesmo tempo, o segmento também registrou aumento nas captações. Na prática, isso significa que as cooperativas receberam mais recursos dos próprios cooperados, fortalecendo a capacidade de oferecer crédito.
Segundo o Banco Central, esses recursos continuam sendo direcionados principalmente para micro, pequenas e médias empresas, além do setor agroindustrial, áreas que concentram boa parte das operações realizadas pelas cooperativas.
Banco Central aponta aumento do risco, mas destaca estabilidade
O levantamento também identificou aumento no risco da carteira de crédito durante 2025. Esse indicador representa a possibilidade de atraso ou de não pagamento dos empréstimos concedidos, tanto para pessoas físicas quanto para empresas.
Mesmo com essa elevação, o Banco Central afirma que as cooperativas permaneceram preparadas para lidar com possíveis perdas. Isso porque o setor manteve um volume de provisões superior ao esperado. As provisões são valores separados pelas instituições para cobrir eventuais prejuízos caso parte dos empréstimos não seja quitada.
Outro ponto destacado pelo estudo é que os resultados financeiros do segmento continuaram positivos ao longo do ano. Além disso, os índices de capital das cooperativas permaneceram acima dos níveis mínimos exigidos pelos órgãos reguladores. Na prática, isso indica que essas instituições seguem com recursos suficientes para manter suas operações e enfrentar possíveis oscilações no mercado.
Na avaliação do Banco Central, o cooperativismo de crédito continua ampliando sua participação no Sistema Financeiro Nacional e contribui para aumentar a concorrência entre as instituições financeiras. O órgão também destaca que a expansão das cooperativas favorece a inclusão financeira ao levar serviços bancários para mais pessoas, empresas e municípios em diferentes regiões do país.


