A gravidez na infância ou adolescência interrompeu os estudos de 61% das jovens mulheres que passaram por essa experiência, segundo a pesquisa “Marcas do Tempo: Gravidez na Infância ou Adolescência e seus Impactos na Vida de Mulheres no Brasil”, realizada pela Plan International Brasil.

O levantamento ouviu 1.500 mulheres de 19 a 29 anos de todas as regiões do Brasil e comparou aquelas que engravidaram na infância ou adolescência com as que não passaram por essa experiência. A pesquisa analisou os efeitos sobre educação, trabalho, renda, saúde, relações familiares, autonomia e acesso a direitos. Além da pesquisa quantitativa, foram realizadas 50 entrevistas em profundidade para compreender as experiências das participantes.
Entre as jovens que interromperam os estudos após uma gravidez na infância ou adolescência, 69% afirmaram que pretendem voltar a estudar. No grupo que não engravidou nesse período, 75% das mulheres que pararam de estudar também disseram ter essa intenção.
A pesquisa também encontrou diferenças na trajetória escolar. Entre as jovens que engravidaram na infância ou adolescência, 14% tinham ensino superior completo ou mais, enquanto o percentual era de 17% entre as que não passaram por essa experiência.


