Um ciclone-bomba formado entre o Uruguai e o litoral gaúcho colocou Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul em situação de emergência nesta sexta-feira, sete de agosto. No Rio, o Centro de Operações (COR) elevou o município para o Estágio 3 às 13h, o terceiro nível de uma escala de cinco, que vai da normalidade até situações de danos graves que superam a capacidade de resposta das equipes. Rajadas já ultrapassaram 66 km/h no Aeroporto do Galeão, com previsão de ventos de até 90 km/h ao longo do dia.
No Rio Grande do Sul, o fenômeno começou a se formar ao longo da quinta-feira, seis de agosto, e já provocou um tornado entre os municípios de Pedro Osório e Pelotas, deixando uma morte, cinco feridos e danos em ao menos 118 municípios.
Os estragos no estado gaúcho são generalizados. Em Porto Alegre, a prefeitura registrou pelo menos 32 imóveis destelhados, dois desabamentos e sete árvores caídas, enquanto cerca de 294 mil endereços ficaram sem energia elétrica, segundo painel da Aneel. Cidades como Uruguaiana, Erechim, Caçapava do Sul e Chuí também relataram alagamentos e danos em residências e escolas. No Rio, a Defesa Civil orienta a população a evitar áreas obstruídas por quedas de árvores e ficar atenta às sirenes, que sinalizam risco de deslizamento em comunidades vulneráveis.



