O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira, 13 de agosto, novas tarifas sobre a importação de drones e seus componentes. A medida estabelece cobranças de até 100% para determinados equipamentos e busca reduzir a dependência dos Estados Unidos de tecnologias produzidas no exterior, especialmente na China.
Segundo a Casa Branca, a tarifa de 100% será aplicada a drones considerados particularmente sensíveis para a segurança nacional. Entre eles estão equipamentos com peso superior a 25 kg ou que tenham recursos de geração de imagens térmicas.
Para equipamentos menores, com peso máximo de decolagem de até 25 kg, a cobrança será de 25%. As novas tarifas também atingirão produtos de alguns dos principais aliados comerciais dos Estados Unidos.

O governo americano afirma que empresas, forças de segurança e governos estaduais e locais estão muito dependentes de fontes estrangeiras.
Drones de aliados também terão tarifas
Além das tarifas de 100% e 25%, a Casa Branca anunciou cobranças específicas para drones e componentes vindos de determinados parceiros dos Estados Unidos.
Produtos provenientes da União Europeia, Japão, Liechtenstein, Coreia do Sul, Suíça e Taiwan terão uma tarifa de 15%. Para equipamentos e componentes importados do Reino Unido, a cobrança será de 10%.
A medida, portanto, não se limita aos equipamentos produzidos na China. As novas tarifas também atingem produtos de países que mantêm relações comerciais e políticas próximas com os Estados Unidos.
O presidente dos Estados Unidos afirmou, na proclamação assinada nesta quinta-feira, que os Estados Unidos estavam “muito dependentes” de fontes estrangeiras.
O presidente também informou que o secretário de Comércio, Howard Lutnick, realizou uma investigação sobre os efeitos das importações de sistemas aéreos não tripulados, conhecidos pela sigla UAS, ou drones.
Governo dos EUA quer reduzir dependência da China
A decisão é mais uma iniciativa do governo Trump para restringir a presença de tecnologias chinesas no mercado americano. Em dezembro, a FCC, Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos, proibiu a importação de drones chineses ao anunciar que deixaria de conceder autorização de comunicação sem fio a equipamentos provenientes de países considerados adversários.
Agora, o governo amplia as medidas para incluir tarifas sobre drones e seus componentes. A cobrança mais alta, de 100%, será direcionada aos equipamentos que atendam aos critérios considerados mais sensíveis para a segurança nacional.
Os equipamentos com peso menor terão uma tarifa de 25%, enquanto produtos de países específicos estarão sujeitos às alíquotas definidas para cada parceiro comercial.
Tarifas são parte da política comercial de Trump
As novas cobranças reforçam o papel das tarifas na política comercial e externa do governo Trump. O presidente tem utilizado esse instrumento para pressionar mudanças nas relações comerciais dos Estados Unidos e reduzir a dependência de produtos estrangeiros.
No caso dos drones, a justificativa apresentada pelo governo envolve principalmente segurança nacional e a dependência de tecnologias produzidas fora do país.
As novas regras atingem tanto equipamentos completos quanto componentes utilizados nesses equipamentos. A diferença na cobrança dependerá do tipo de equipamento e, em alguns casos, do país de origem do produto.


