A abobrinha ficou 38,29% mais cara na prévia da inflação de outubro, enquanto o tomate teve aumento de 24,54%. Os dois alimentos estão entre os produtos que mais subiram de preço no período, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta sexta-feira, 23 de outubro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador, que antecipa a inflação oficial do país, avançou 0,32% em outubro.
O grupo Alimentação e Bebidas teve a maior influência sobre o resultado, com alta de 0,88%. Dentro dele, os alimentos consumidos em casa subiram 1,01%, depois de registrarem aumento de 0,38% no mês anterior. Além da abobrinha e do tomate, outros produtos importantes na alimentação cotidiana, como cebola, batata-inglesa e arroz, também ficaram mais caros.
Por outro lado, alguns itens tiveram redução de preço. A manga apresentou a maior queda da lista, com recuo de 13,48%, seguida pela cenoura, que ficou 10,67% mais barata, e pela melancia, com redução de 7,36%.

Abobrinha, tomate e limão lideram as altas
Entre os 20 alimentos que mais encareceram na prévia de outubro, a abobrinha teve a maior variação, com alta de 38,29%. Na sequência aparecem tomate, com 24,54%, e limão, cujo preço subiu 17,36%.
Outros vegetais também registraram aumentos expressivos. A cebola ficou 13,63% mais cara, enquanto o pepino subiu 12,78% e a batata-inglesa teve alta de 10,96%. O brócolis completou o grupo dos produtos com aumentos acima de 10%, com avanço de 10,13%.
Entre as frutas, o morango encareceu 8,96%, a goiaba subiu 8,14% e a pera teve aumento de 2,92%. O arroz, alimento presente na rotina de muitas famílias, registrou alta de 5,80%.
A lista também inclui carnes e outros produtos. O peixe-castanha aumentou 4,67%, enquanto o filé-mignon subiu 4,07%. Bacalhau, sal, peito de frango, carne de carneiro e óleo de soja também aparecem entre os 20 itens com maiores aumentos. O peito de frango teve alta de 3,12%, e o óleo de soja ficou 2,78% mais caro.
Manga e cenoura ficam mais baratas
Na outra ponta, a manga teve a maior queda entre os alimentos listados, com redução de 13,48%. A cenoura veio em seguida, com recuo de 10,67%, enquanto a melancia ficou 7,36% mais barata.
O repolho também apresentou queda relevante, de 4,80%, assim como o peixe-cavala, cujo preço diminuiu 4,65%. O maracujá e o peixe-aruanã tiveram reduções próximas, de 4,30% e 4,29%, respectivamente.
Outras frutas ficaram mais acessíveis no período. A laranja-baía caiu 3,99%, a banana-d’água teve redução de 3,88% e o mamão ficou 3,58% mais barato. O abacaxi registrou queda de 2,76%, enquanto as variedades banana-maçã e banana-prata tiveram recuos de 2,70% e 2,42%.
A lista inclui ainda reduções nos preços de carnes e pescados. A capa de filé ficou 3,36% mais barata, e os peixes-dourada e filhote tiveram quedas de 2,69% e 2,64%. A batata-doce recuou 2,40%, enquanto a sardinha caiu 2,30%, mesma variação registrada pela salsicha em conserva. O açaí em emulsão fechou a relação, com redução de 2,03%.
Alimentação fora de casa também fica mais cara
Além dos alimentos comprados para consumo em casa, comer fora também pesou mais no orçamento. A variação dos preços da alimentação fora de casa passou de 0,44% em setembro para 0,56% em outubro.
A alta foi influenciada pelo aumento dos preços das refeições, cuja variação passou de 0,38% para 0,61%, e dos lanches, que avançaram de 0,44% para 0,66%.


