Pensando em capacitar os jovens ao mercado de trabalhos, especialistas acreditam que com união entre empresas e o governo, o cenário poderá ser diferente
Aconteceu na última semana de maio, um evento de Empregabilidade Jovem, promovido pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) e durante o evento, foram divulgados dados sobre o número de jovens que estão entre 14 e 24 anos que não trabalham ou estudam.
De acordo com a Subsecretaria de Estatísticas e Estudos do Trabalho, do Ministério de Trabalho e Emprego, nos três primeiros meses do ano passado, a taxa era de 4 milhões de pessoas, contudo, no mesmo período deste ano, houve um crescimento de 1,4 milhões, totalizando, 5,4 milhões de pessoas.
A análise realizada explica que esse crescimento se deve a diferentes fatores e atinge, principalmente, as mulheres que representam 60% do total desse público. Segundo a subsecretária, Paula Montagner, as jovens têm sofrido para ingressar no mercado e ao mesmo tempo que este fator interfere, a pressão da sociedade para que tenham filhos mais jovens e da parcela de conservadorismo ainda existente na população, que acredita que só o homem trabalhando é suficiente.
Com isso, elas entram mais tarde no mercado e, com menos qualificação, consequentemente, com uma remuneração menor. Com o intuito de diminuir o número de jovens desempregados, diferentes ONG’s e Institutos entram em ação, como é o caso do Instituto Global Attitude (IGA), que cria projetos como o Empodera Juventudes, que tem como foco preparar o jovem para o mercado de trabalho.
“Um dos principais desafios enfrentados pelos jovens ao ingressar no mercado de trabalho é a falta de experiência e habilidades específicas. Muitas vezes, eles se deparam com uma lacuna entre o que aprenderam na escola e as demandas do ambiente de trabalho. Aprender a redigir um currículo, se comportar em entrevistas, trabalhar em equipe e lidar com situações sob pressão são apenas algumas das habilidades necessárias que podem não ter sido completamente desenvolvidas durante a educação formal”, explica Jaqueline Brito, coordenadora de projetos do IGA.


