E o Brasil? Iniciativas ainda tímidas, mas em crescimento
No Brasil, algumas cidades começam a dar os primeiros passos. São Paulo, por exemplo, aderiu à rede global de cidades amigas do idoso da OMS. A prefeitura implantou faixas exclusivas para pedestres em áreas com grande concentração de idosos e criou o “Selo Amigo do Idoso” para certificar estabelecimentos comerciais adaptados.
Curitiba é outro exemplo. Em 2023, foi lançado o programa “Ruas do Idoso”, que prevê a adaptação de calçadas, bancos públicos e a instalação de iluminação mais intensa em bairros com maior densidade de moradores com mais de 60 anos.
Outra iniciativa importante é o bairro Cidade Madura, na Paraíba, um projeto pioneiro que oferece moradias planejadas exclusivamente para idosos de baixa renda. O conjunto tem espaços comuns de convivência, hortas e monitoramento permanente.
Economia da longevidade: uma nova frente de oportunidades
Além do impacto urbano, o envelhecimento da população movimenta um mercado crescente. De acordo com o Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, o Brasil já tem mais de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, e esse público movimenta cerca de R$ 1,6 trilhão por ano, considerando renda, aposentadorias e consumo, uma cifra que tende a crescer.
Isso estimula setores como saúde, moradia, tecnologia, turismo e educação a se adaptarem para atender às necessidades desse público. As chamadas “silver techs” (startups voltadas à terceira idade) já somam dezenas de iniciativas no país.
O envelhecimento populacional não é um desafio isolado, mas um fenômeno global e irreversível. Cidades que antecipam essa mudança, com planejamento, infraestrutura e políticas públicas, não apenas acolhem melhor seus idosos, elas constroem um futuro mais inclusivo para todos.


