A cidade do Rio de Janeiro foi incluída entre os 25 melhores destinos globais para visitar em 2026 pela publicação da National Geographic denominada Best of the World 2026. A cidade aparece como uma megacidade sul-americana com agito cultural e gastronômico em evidência.
A publicação destaca atrações como o Museu Nacional de Belas Artes, previsto para reabertura completa no final de 2026, e o Museu Nacional da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) que poderá abrir parcialmente ainda em 2026, com conclusão esperada para 2028.
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Movimentação econômica e dados recentes do Rio
Segundo levantamento do poder público municipal, o turismo gerou cerca de R$ 14,5 bilhões na economia do Rio de Janeiro no primeiro semestre de 2025. Essa cifra considera gastos de turistas brasileiros e estrangeiros na cidade, em hospedagem, alimentação, transporte, compras e serviços.
Neste mesmo período foram contabilizados aproximadamente 6,8 milhões de visitantes, dos quais 17,5% eram estrangeiros, ou seja, cerca de 1,19 milhão de turistas de fora do país.
Outro dado que impulsiona o turismo local: entre janeiro e maio de 2025, o Rio de Janeiro registrou mais de 1 milhão de turistas internacionais, com aumento de 51,8% em relação ao mesmo período de 2024.
Impactos para o público das classes C e D
Para quem pertence às classes C e D, a elevação do turismo pode trazer efeitos diretos: mais empregos temporários em serviços, comércio e hotelaria, mas também aumento no custo de vida local. O setor de turismo intenso pode elevar preços de hospedagem, alimentação e transporte, o que pode reduzir poder de compra de moradores.
O crescimento da movimentação turística também pode gerar oportunidades para microempreendedores locais: vendedores ambulantes, artesãos, guias turísticos, bares e restaurantes podem se beneficiar com mais demanda. Por outro lado, essas mesmas demandas elevadas podem provocar maiores concorrências e pressões de preço entre os trabalhadores autônomos.
O que muda no mercado de hospedagem e gastronomia?
A cena gastronômica do Rio também ganha destaque: restaurantes como o Casa 201 e o Oseille receberam sua primeira estrela pelo Guia Michelin em 2025, elevando o padrão e a visibilidade da oferta local.
No setor de hotelaria, o hotel ícone Belmond Copacabana Palace passa por reformas para ampliar quartos e instalar novo spa, indicando investimentos para atender a demanda crescente de turistas nacionais e internacionais.
Esses movimentos elevam os custos de operação e podem refletir nos preços finais para quem visita ou reside na cidade: hospedagem tende a registrar acréscimos acima da inflação e a alimentação em áreas turísticas pode subir em média 10% ou mais conforme período de alta demanda.
Desafios estruturais da cidade-anfitriã
Ser escolhida pela National Geographic destaca o Rio de Janeiro como destino global, mas também evidencia a necessidade de infraestrutura adequada e gestão de fluxo turístico. A cidade precisa lidar com transporte público, segurança, saneamento, limpeza urbana e impacto ambiental para suportar maior volume de visitantes.
Além disso, moradores podem enfrentar desafios como deslocamentos mais lentos, preços mais altos e possível saturação de serviços em áreas turísticas. Administrar essa expansão sem que os benefícios fiquem restritos aos grandes empreendimentos turísticos é uma tarefa de políticas públicas e de inclusão local.
Tendências e expectativas para 2026
Com o destaque internacional, espera-se que a cidade continue recebendo volume maior de turistas no próximo ano. A visibilidade global pode atrair mais voos internacionais, conferências, eventos culturais e grandes shows — o que pode estender o impacto econômico para além dos segmentos tradicionais.
Para os moradores e pequenos empreendedores, a chave estará em aproveitar essa onda com qualificação, oferta de serviços diferenciados e adaptação ao perfil internacional de visitantes. Quem estiver inserido em turismo de experiência, gastronomia local, artesanato ou guias poderá ver oportunidade no aumento de demanda.


