Transferência de jogadoras
Mas isso pode ser explicado pela disparidade que acontece nessa modalidade. Enquanto as transferências atingiram valores recordes entre uma e outra competição, no Brasil, existem jogadoras que precisam exigir que conste uma cláusula de multa de rescisão em seus contratos.
Isso para que o mercado entenda que são ativos de valor para o clube, quando são os clubes que deveriam se preocupar com essa valorização. Engrandecer o futebol feminino também passa por tratar com o mesmo profissionalismo dedicado ao masculino.
E sabe os recordes que citamos? Para se ter uma ideia, a época da Copa do Mundo 2023, a transferência mais cara do futebol feminino tinha sido de Keira Walsh, que foi do Manchester City ao Barcelona por cerca 400 mil euros. Esse ano, o Bay FC (EUA) pagou aproximadamente 796,6 mil euros para tirar Racheal Kundananji do Madrid CFF (Espanha).

E entre uma e outra operação, algumas mais foram realizadas, inclusive a transferência da brasileira Tarciane, do Corinthians, para o Houston Dash, por cerca 462 mil euros. Pode até ser que no momento da publicação deste texto novos recordes sejam batidos, assim como valores de mercado sejam alterados.
É, o futebol feminino está mudando. E os clubes brasileiros precisam acompanhar esse movimento se querem, realmente, contribuir para que a Copa de 2027 seja um evento histórico para o futebol mundial.


