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Por que apostamos? A crise de futuro em um Brasil endividado

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Os números recentes do impacto das bets e a reverberação do assunto, além da preocupação em matérias e relatos nas redes sociais, mostram o quão devastador são os efeitos na sociedade. Podemos traçar o perfil de quem joga, temos um indicador de quem são esses apostadores: geralmente, pobres e assalariados. Essas pessoas simplesmente não têm a opção de esperar! As necessidades desses indivíduos são urgentes, o desejo de melhorar de vida de quem nunca teve muita coisa é pra ontem.

Por isso, talvez uma das razões para entendermos o fenômeno esteja na incapacidade do nosso país em criar caminhos viáveis para que essas pessoas possam encontrar segurança social, projetos de vida e possibilidades de acesso à moradia e à educação, visando um projeto de vida a longo prazo. 

Analisar o fenômeno da pobreza parece “fácil”, mas entender o dia-a-dia de quem vive da desesperança requer, no mínimo, empatia. Quantos de nós observamos mais atentamente as barreiras impostas a grupos sociais que ascendem nas últimas décadas? 

Desde que milhões de pessoas pobres, negras e periféricas passaram a conquistar direitos no campo social — como uma bolsa mínima que garante renda e as tirem da pobreza absoluta, da insegurança alimentar ou como a conquista do direito a férias e ao décimo terceiro e, principalmente, o acesso à educação superior e técnica — algo incrivelmente perverso aconteceu. Uma espécie de retaliação de quem era contrário a esses avanços.

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Sobre o autor Ad Junior

Ad Junior é o fundador e Diretor Geral do Super Finanças, é Comunicador e Especialista em Marketing Digital tendo trabalhado como executivo para programas de TV e consultor para várias empresas de mídia e comunicação no Brasil e na Alemanha

Sobre o autor Monique Caroline

Trabalha com produção de TV desde 2017 e jornalismo comunitário desde 2018, quando se formou em Práticas Jornalísticas nas Periferias. Pós-graduada em Experiências Digitais e coordenadora de conteúdo do Super Finanças

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