IBOV 138.420 +0,82% USD/BRL 5,18 -0,34% EUR/BRL 5,62 +0,11% Bitcoin US$ 61.450 -0,38% Ethereum US$ 1.627 -0,67% Selic 9,75% estável IPCA 12m 3,84% -0,12pp Petróleo Brent US$ 82,40 +1,21%

LDO prevê salário mínimo de R$ 1.502 para 2025: entenda mais

Por

·

Valor do salário mínimo para segue indefinido

O valor do salário mínimo para 2025 ainda não foi definido, a poucos dias do final de 2024. O pacote fiscal proposto pelo governo Lula sugere alterações na regra atual de valorização do salário, mas ainda está sendo analisado pelo Congresso Nacional, o que gera incertezas sobre o assunto.

O relator do Orçamento no Congresso, Angelo Coronel (PSD-BA), comentou que está acompanhando a tramitação do pacote fiscal, mas que, por enquanto, segue utilizando a regra de valorização vigente. Ele ressaltou que não é possível elaborar uma proposta orçamentária com base em previsões incertas.

O senador também mencionou que a expectativa é que o Orçamento seja votado em uma sessão conjunta no Congresso entre quarta-feira (18) e quinta-feira (19), com um prazo considerado curto para realizar alterações.

A regra atual de valorização do salário mínimo leva em consideração a inflação de 12 meses medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e a variação do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores. Com a inflação de 4,84% e o PIB de 2023 de 3,2%, o salário mínimo de 2025 seria de R$ 1.528, contra R$ 1.412 do valor atual.

O pacote fiscal do Ministério da Fazenda sugere estabelecer um limite para o aumento do salário mínimo, com um aumento máximo de 2,5%, o que faria o valor de 2025 ficar em torno de R$ 1.518.

Entretanto, o Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) enviado pelo governo ao Congresso em agosto indicava um salário mínimo de R$ 1.509. Portanto, será necessário ajustar a proposta orçamentária para acomodar um valor maior, já que o salário mínimo serve como base para o ajuste de uma série de benefícios, como o BPC, o seguro-desemprego e o abono salarial.

Estudos indicam que cada real a mais no salário mínimo resulta em um gasto adicional de R$ 350 milhões para o governo. Assim, com a regra atual, o impacto extra seria de cerca de R$ 7 bilhões, enquanto com a proposta do Ministério da Fazenda, seria em torno de R$ 3,5 bilhões.

Continuar lendo

Sobre o autor Thaline Silva

Natural de Belém do Pará, formada em Geografia pela UFPA, graduanda em Jornalismo pela Estácio e roteirista com pós-graduação em Cinema

Newsletter

As principais notícias de finanças no seu e-mail

Análises de mercado, economia e negócios. Sem spam, cancele quando quiser.

Publicidade