A remuneração é um dos fatores mais relevantes para os profissionais em todas as gerações, mas seu impacto varia segundo as necessidades e prioridades de cada grupo.
Um levantamento realizado pela Michael Page, divulgado no Guia Salarial 2025, mostrou que o salário é um aspecto determinante para 92% da geração Z (nascidos após 1995) ao avaliar propostas de emprego.
Esse fator também é relevante para 90% dos Millennials (1981 a 1994), 84% da geração X (1966 a 1980) e 75% dos Baby Boomers (antes de 1965). Mas por que o salário ocupa essa posição tão central no mercado de trabalho e como ele influencia as preocupações dessas gerações?
O salário e sua importância na escolha do emprego
Para os Millennials e a geração Z, o salário é o aspecto mais relevante ao considerar uma nova oportunidade. Segundo o estudo, 92% dos profissionais da geração Z consideram o salário como principal critério para aceitar uma proposta, enquanto 90% dos Millennials destacam essa prioridade.
Esses dados revelam que os jovens profissionais têm expectativas altas em relação à remuneração e veem nela uma forma de garantir qualidade de vida e estabilidade financeira em um cenário de incertezas econômicas.
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No entanto, a preocupação com o salário não é exclusividade dos mais jovens. Para a geração X e os Baby Boomers, a remuneração também é um aspecto central, sendo apontada como importante por 84% e 75%, respectivamente.
Esses grupos, porém, tendem a valorizar benefícios adicionais, como planos de saúde, previdência privada e estabilidade, além de reconhecimento financeiro em forma de bônus e premiações.

Benefícios: um complemento essencial
Embora o salário líquido seja um dos indicadores mais importantes para todas as gerações, os benefícios ocupam uma posição de destaque, principalmente entre as gerações X (58%) e Millennials (51%).
Benefícios como auxílio-saúde, vale alimentação e transporte, e programas de bem-estar corporativo têm sido fatores diferenciadores no mercado de trabalho, ajudando a reter talentos em um cenário competitivo.
Curiosamente, a geração Z não destaca os benefícios como prioridade na escolha de um emprego. Esse grupo, muitas vezes mais jovem e com menos responsabilidades financeiras imediatas, pode estar mais focado na remuneração direta e no desenvolvimento de carreira, adiando a preocupação com benefícios para fases futuras da vida.
Reconhecimento financeiro e saúde mental
O reconhecimento financeiro, como bônus por metas atingidas e aumentos salariais, também é um fator importante para todas as gerações.
Quase metade dos profissionais Baby Boomers (49%) indicaram que esse é um dos principais motivos para se manterem em uma empresa, seguidos por 47% da geração X e dos Millennials, e 46% da geração Z.
Isso mostra que o reconhecimento é uma ferramenta poderosa para estimular o engajamento e a produtividade no ambiente de trabalho.
Outro ponto relevante é a relação entre as questões financeiras e a saúde mental. Segundo o estudo, a remuneração incompatível com as demandas do cargo é apontada como a maior causa de estresse no trabalho para 71% da geração Z, 60% dos Millennials, 56% da geração X e 50% dos Baby Boomers. Isso indica que o impacto do salário vai além do aspecto financeiro, influenciando diretamente a qualidade de vida e o bem-estar dos profissionais.
Diferenças geracionais e expectativas
Embora todas as gerações compartilhem preocupações em torno do salário, suas expectativas e prioridades refletem as diferenças culturais e econômicas de cada época.
- Baby Boomers: buscam estabilidade e valorizam benefícios que garantam segurança a longo prazo.
- Geração X: equilibram preocupações financeiras com a busca por qualidade de vida, priorizando pacotes de benefícios abrangentes.
- Millennials: almejam crescimento rápido na carreira e veem o salário como um reflexo do seu valor no mercado.
- Geração Z: têm expectativas altas em relação à remuneração inicial, mas estão dispostos a mudar de emprego caso suas demandas não sejam atendidas.
O estudo da Michael Page deixa claro que o salário e os benefícios são fundamentais para atrair e reter talentos, mas também evidenciam a necessidade de empresas e profissionais se adaptarem a um mercado de trabalho em constante evolução.
Para os empregadores, entender as diferenças geracionais e oferecer pacotes competitivos pode ser a chave para conquistar os melhores talentos. Já para os profissionais, alinhar suas expectativas com as realidades do mercado pode ajudar a construir carreiras mais sustentáveis e satisfatórias.


