Todos os anos, milhares de contribuintes caem na malha fina por erros na declaração do Imposto de Renda. Isso pode gerar multas e dores de cabeça com a Receita Federal, além de atrasar a restituição para aqueles que têm direito.
Segundo Marcelo Menezes, contador especializado em influenciadores e empresários, o erro mais comum é a omissão de rendimentos. “Muitas pessoas acreditam que podem deixar de informar pequenos ganhos, mas a Receita cruza dados e qualquer inconsistência pode levar à malha fina”, explica.

Pensando nisso, separamos os erros mais comuns para que você evite cair na malha fina. Confira:
Omissão de rendimentos
Se você trabalhou em mais de uma empresa, deve declarar todos os salários. Omissões levam à inconsistência de dados e podem gerar penalidades. “Mesmo que tenha sido apenas um trabalho temporário ou um pagamento de freelance, precisa ser informado na declaração. A Receita tem acesso a essas informações e pode identificar a omissão rapidamente”, alerta Marcelo.
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Erro na inclusão de dependentes
Declarar dependentes sem informar seus rendimentos pode ser um erro grave. Além disso, um mesmo dependente não pode constar em duas declarações, exceto em casos de guarda compartilhada, onde a dedução deve ser dividida entre os responsáveis.
“Muitos pais acabam informando os filhos como dependentes sem perceber que o outro responsável também declarou. Isso gera um conflito na Receita, que pode barrar a declaração”, explica o contador.
Despesas médicas inconsistentes
A Receita Federal pode exigir comprovação de despesas médicas. Caso os valores não sejam condizentes com os recibos, o contribuinte pode ser multado. Além disso, apenas despesas médicas diretamente relacionadas ao tratamento do contribuinte ou de seus dependentes podem ser deduzidas.
“Não adianta tentar inflar os valores ou incluir despesas de terceiros. A Receita cruza os dados com hospitais e clínicas, então é fundamental guardar os comprovantes por pelo menos cinco anos”, orienta Marcelo.
Erro na venda de imóveis
Quem vende um imóvel precisa preencher o GCAP (Ganho de Capital) para calcular corretamente o imposto devido. Se isso não for feito, o contribuinte pode ser penalizado. Há isenção para casos de reinvestimento do valor em outro imóvel residencial dentro de 180 dias.
“O problema é que muitos acham que basta informar a venda na declaração anual, mas o cálculo do imposto precisa ser feito no mês seguinte à venda. Se o contribuinte não apurar o ganho de capital corretamente, pode acabar pagando multa e juros”, afirma Marcelo.
Investimentos mal declarados
Operações em bolsa de valores, fundos imobiliários e criptomoedas devem ser informadas corretamente. As alíquotas variam conforme o tipo de investimento, e os ganhos devem ser informados mês a mês.
“Os investidores de primeira viagem muitas vezes esquecem que precisam recolher imposto sobre os lucros mensais e deixam tudo para a declaração anual. Isso pode gerar um grande problema, já que a Receita entende que houve sonegação”, alerta Marcelo.
Caso perceba um erro, o contribuinte pode enviar uma declaração retificadora antes de ser notificado pela Receita. “O ideal é corrigir o mais rápido possível. Enquanto a Receita não identificar a inconsistência, não há multa. Mas se a falha for descoberta antes da retificação, pode haver penalidade de até 75% sobre o imposto devido”, finaliza o contador.


