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Inflação impacta poder de compra: 58% dos brasileiros compram menos alimentos

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A alta dos preços tem afetado o bolso dos brasileiros de forma significativa. Segundo pesquisa Datafolha divulgada em 13 de abril de 2025, 58% dos brasileiros passaram a comprar menos alimentos devido à inflação.

O levantamento, realizado entre os dias 1º e 3 de abril de 2025, revelou que, entre as classes mais baixas, esse índice sobe para 67%. A pesquisa destacou que a inflação tem imposto desafios à vida cotidiana, afetando não apenas a alimentação, mas também outros hábitos de consumo da população.

A redução na compra de alimentos, a troca de marcas e a diminuição do consumo de serviços essenciais são apenas algumas das estratégias encontradas pelas famílias para enfrentar os aumentos de preços | Foto: Reprodução/Canva
A redução na compra de alimentos, a troca de marcas e a diminuição do consumo de serviços essenciais são apenas algumas das estratégias encontradas pelas famílias para enfrentar os aumentos de preços | Foto: Reprodução/Canva

Mudança nos hábitos de consumo devido à alta dos preços

A pesquisa revela que 8 em cada 10 brasileiros mudaram seus hábitos devido à alta dos preços. O levantamento identificou diversas áreas afetadas, com destaque para os seguintes comportamentos:

  • Menos refeições fora de casa: 61% dos entrevistados afirmaram sair menos para comer fora, uma medida comum para reduzir os custos com alimentação.
  • Troca de marcas de produtos: 50% dos brasileiros optaram por trocar marcas de itens essenciais, como o café, por versões mais baratas.
  • Redução no consumo de energia e serviços: a mesma porcentagem, 50%, disse que reduziu o consumo de luz, água e gás, tentando cortar gastos com serviços básicos.
  • Consumo de bebidas e remédios: 49% diminuíram o consumo de bebidas, e 36% passaram a comprar menos medicamentos.

Essas mudanças refletem o impacto da inflação na capacidade de compra da população, com famílias buscando alternativas para manter as contas em dia. A pesquisa também revelou que, apesar das dificuldades, muitos brasileiros ainda encontram formas de adaptar suas rotinas para minimizar os efeitos do aumento de preços.

Leia também: IBGE: inflação fica em 0,56% em março, com pressão de alimentos

O impacto da inflação nas classes mais vulneráveis

Entre os brasileiros que mais sentem os efeitos da inflação estão os mais pobres. A pesquisa apontou que 67% dos indivíduos que pertencem à camada de renda mais baixa têm reduzido as compras de alimentos. Essa realidade agrava-se para muitas famílias, que enfrentam a escassez de itens essenciais em casa.

O levantamento mostra que 25% da população brasileira diz ter menos comida do que o suficiente em casa, uma preocupação constante, especialmente entre os mais vulneráveis. No entanto, 60% dos entrevistados afirmam ter o necessário, enquanto 13% indicam ter mais do que o suficiente.

O Datafolha também revelou uma constatação importante: para 54% dos brasileiros, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem “muita responsabilidade” pelo aumento dos preços dos alimentos nos últimos meses. A insatisfação é significativa, e 29% atribuem “um pouco de culpa” ao atual governo. Somente 14% acreditam que a administração federal não tem responsabilidade sobre o cenário atual da inflação.

O que diz a pesquisa sobre o impacto no bolso do brasileiro

A pesquisa Datafolha foi realizada em 172 municípios do Brasil, com 3.054 pessoas de 16 anos ou mais. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, o que torna os dados ainda mais reveladores sobre o impacto da inflação no cotidiano das famílias brasileiras.

Entre as várias constatações da pesquisa, o levantamento sugere que a inflação não apenas encarece a alimentação, mas também gera mudanças significativas no comportamento de compra. O efeito no consumo de serviços essenciais, como água e energia elétrica, reflete uma tentativa de adaptação da população, que busca economizar nas despesas mais básicas.

Perspectivas e desafios futuros

Apesar dos esforços para reduzir o impacto da inflação, os brasileiros enfrentam um cenário desafiador, com preços elevados e uma pressão crescente sobre o orçamento familiar. A situação é especialmente difícil para as famílias de baixa renda, que sentem mais intensamente o peso do aumento dos preços. A troca de marcas, a diminuição de consumo e a redução de refeições fora de casa são medidas emergenciais que buscam minimizar os efeitos da crise econômica.

No entanto, as expectativas para o futuro ainda são incertas. A pesquisa revela que, para a maioria dos entrevistados, o governo atual tem responsabilidade sobre a inflação, mas será necessário um esforço conjunto para estabilizar os preços e garantir que as famílias consigam manter o poder de compra. A inflação, como um dos maiores desafios econômicos do Brasil, continuará a ser tema central nas discussões sobre políticas públicas e no cotidiano de milhões de brasileiros.

A pesquisa Datafolha mostra que a inflação continua afetando diretamente a vida dos brasileiros, que têm adotado medidas drásticas para reduzir seus gastos. A redução na compra de alimentos, a troca de marcas e a diminuição do consumo de serviços essenciais são apenas algumas das estratégias encontradas pelas famílias para enfrentar os aumentos de preços. O governo tem um papel central na questão, e os próximos meses serão decisivos para avaliar as políticas públicas que podem ajudar a aliviar essa pressão econômica.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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